Por que a corrida de cães deve ser proibida no Brasil

Em países como Estados Unidos, Itália, França, Argentina e Uruguai, entre outros, a corrida de cães já foi proibida como resultado do clamor popular

Situação de um galgo que já foi utilizado em corridas (Foto: Reprodução)

No mundo todo a corrida de cães é reprovada tanto por ativistas da causa animal quanto por cidadãos sem envolvimento com a defesa dos animais, mas que conhecem a prática. Em países como Estados Unidos, Itália, França, Argentina e Uruguai, entre outros, a corrida de cães já foi proibida como resultado do clamor popular.

Porém a realidade dos galgos ainda é desconhecida pela maioria da população brasileira. Os filhotes que passam pela primeira seleção de padrão da raça, que avalia características físicas e habilidades para corrida ou caça, são treinados com “iscas vivas” como lebres ou gatos. Aqueles que não forem aprovados nessa triagem podem acabar abandonados, mortos ou doados para pessoas que desconhecem as necessidades desses animais.

Outro problema é que há galgos utilizados em corrida que são mantidos em pequenos espaços e isolados de outros cães e do contato humano – sendo retirados de cativeiro apenas para treinamento.

Há inúmeros relatos, tanto de testemunhas residentes em Minas Gerais quanto no Sul do Brasil, de que é raro manter os galgos confinados no escuro por longos períodos porque isso faz com que acumulem muita energia, fiquem ansiosos e em estado de alerta quando são libertados – o que é visto como uma “vantagem” por quem usa esses animais em corridas ou caçadas.

Outras práticas incluem treinamento em que são presos a correias e obrigados a correrem ao lado de carros sob sol escaldante. Também podem ser condicionados a percorrerem linhas retas por até 400 metros atrás da chamada “bruxa”, que consiste em um pedaço de pano com cheiro ou pedaço de pele de lebre morta.

Como os treinamentos são exaustivos, os galgos desenvolvem problemas ósseos, articulares e musculares. Além disso, há inúmeros casos em que os animais são submetidos ao uso de drogas que visam melhorar o rendimento na corrida, o que gera problemas no fígado, coração, rins e pulmões.

Saiba Mais

No Brasil há um projeto de lei que visa coibir a prática, o PL 1441/2019, de autoria do deputado Ricardo Izar (PP-SP).

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