Por que não considero o veganismo uma filosofia de vida

Não sou vegano por uma questão de identidade. Também não digo que tenho o veganismo como filosofia de vida

O que existe é uma representação da minha percepção e forma como me relaciono com os animais – a maneira com os vejo como indivíduos que são (Arte: Hartmut Kiewert)

Não sou vegano por uma questão de identidade. Também não digo que tenho o veganismo como filosofia de vida. O veganismo pra mim não é uma questão de identidade porque não estou preocupado em ser reconhecido dessa forma, não viso distinção.

O que existe é uma representação da minha percepção e forma como me relaciono com os animais – a maneira com os reconheço como indivíduos que são. E não tenho o veganismo como filosofia de vida porque considero essa percepção reducionista.

Afinal, não digo que não matar ou não comer pessoas é uma filosofia de vida, então por que eu diria isso sobre ser vegano? Sobre me opor à exploração animal. Alguém disse lá atrás em alguma luta por libertação que se tratava apenas de uma filosofia de vida?

Filosofia de vida implica também em uma estranha forma de anuência, já que os outros entendem que aquilo “é uma escolha do outro, facultativa, e que está tudo bem em não querer fazer parte dela”. Mas está tudo bem mesmo? Por isso, vejo o veganismo como um imperativo moral, que está além de uma filosofia de vida.

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