Mercado de proteínas alternativas deve ultrapassar R$ 21 bilhões

“Espera-se que isso tenha um impacto substancial sobre a nutrição, saúde e estado de conscientização da população mundial, principalmente nos países em desenvolvimento” (Acervo: Sanitarium Health Food)

Com uma mudança cada vez mais significativa de hábitos alimentares por parte da população mundial, uma pesquisa da Emergen Research, do Canadá, avalia que o mercado de proteínas alternativas terá um cenário ainda mais promissor nos próximos anos.

Segundo o relatório publicado este mês, até 2027 o mercado deve valer o equivalente a R$ 21,89 bilhões, com taxa de crescimento anual composta de 7,4%.

“Espera-se que isso tenha um impacto substancial sobre a nutrição, saúde e estado de conscientização da população mundial, principalmente nos países em desenvolvimento.”

As proteínas alternativas estão ganhando espaço por motivos diversos, mas na avaliação da Emergen estão sendo produzidas principalmente para ajudar a reduzir o impacto humano no meio ambiente.

Diversidade de novas proteínas 

As proteínas de origem vegetal e à base de algas vendidas como substitutos de carnes, laticínios e ovos encontram mais facilidade para entrar no mercado.

Por outro lado, iniciativas mais ousadas que envolvem processamento diferenciado aliado à abordagem científica, que é o caso da carne cultivada e de algumas novas proteínas criadas a partir de fermentação microbiana, estão levando mais tempo para serem liberadas para produção comercial.

Alternativas à carne, laticínios e ovos dominam o mercado 

A pesquisa reforça que hoje há novas aspirações de consumo e que envolvem o impacto do que consumimos.

“Consumidores do mundo todo acreditam que as proteínas vegetais melhoram sua saúde geral e ajudam no controle de peso. Assim, à medida que cresce o interesse do consumidor em saúde, sustentabilidade e ética, a ingestão de proteína de origem vegetal tem aumentado em muitas regiões, sendo particularmente promissor o mercado para alternativas à carne e laticínios.”

Em 2019, cerca de 45,1% do segmento de proteínas alternativas foi dominado por alimentos que entraram no mercado para substituir carnes, laticínios e ovos.

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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