SeaWorld terá de pagar mais de U$ 5 milhões por ocultar impacto financeiro causado pelo documentário “Black Fish”

No ano passado, o parque aquático registrou queda de 1,2 milhão de visitantes

O processo envolvendo fraude de títulos começou a ser movido contra o SeaWorld em 2014 (Acervo: Kimmela Center for Animal Advocacy)

O parque aquático SeaWorld vai ter que pagar mais de cinco milhões de dólares aos seus acionistas depois de ocultar o negativo impacto financeiro causado pelo documentário “Black Fish”, que denuncia o tratamento rigoroso e cruel dispensado às baleias.

A conduta do SeaWorld deu origem a uma ação de fraude de títulos, de acordo com a Securities and Exchange Comission (SEC) dos Estados Unidos. O processo começou a ser movido contra o parque em 2014, um ano após o lançamento de “Black Fish”, quando o parque passou a amargar queda no número de visitantes.

“Esse caso ressalta a necessidade de uma empresa fornecer aos investidores informações oportunas e precisas sobre o impacto negativo em seus negócios”, disse o codiretor da SEC, Steven Peikin, em comunicado oficial.

Mesmo com inúmeras denúncias de maus-tratos e o endosso de celebridades e organizações alertando a população sobre a realidade dos animais usados como entretenimento, a direção do parque aquático ainda nega que eles não vivam em boas condições. No ano passado, o SeaWorld registrou queda de 1,2 milhão de visitantes.

 

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