Segundo estudo, comer um cachorro-quente pode reduzir 36 minutos de vida saudável

A conclusão é baseada em avaliação do impacto de 5,8 mil alimentos na saúde humana

Cachorro quente está na zona vermelha, de escolhas alimentares prejudiciais à saúde (Foto: Pixabay)

De acordo com um estudo da Universidade de Michigan publicado em agosto na revista Nature Food, um cachorro-quente pode reduzir 36 minutos de vida saudável, o que tem relação com o malefício da ingestão de carne processada.

Por outro lado, as oleaginosas podem garantir um ganho de mais 26 minutos de vida saudável. A conclusão é baseada em avaliação do impacto de 5,8 mil alimentos na saúde humana.

“Geralmente as recomendações dietéticas carecem de uma direção específica e prática para motivar as pessoas a mudarem seu comportamento, e raramente as recomendações dietéticas abordam os impactos ambientais”, diz Katerina Stylianou, que realizou a pesquisa como doutoranda e pós-doutoranda do Departamento de Ciências da Saúde Ambiental da Universidade de Michigan.

O estudo é baseado no Índice Nutricional de Saúde (Heni) que um grupo de pesquisadores desenvolveu em parceria com o nutricionista Victor Fulgoni III. O Heni, uma adaptação do Global Burden of Disease (GBD), calcula a carga benéfica ou prejudicial à saúde em minutos de vida saudável.

Para o Heni, os pesquisadores usaram 15 fatores dietéticos de risco e estimativas de carga de doenças do GBD e os combinaram com os perfis nutricionais dos alimentos consumidos. Isso foi feito com base no banco de dados “O que nós comemos na América”, da National Health and Nutrition Examination Survey.

Alimentos com pontuações positivas agregam minutos de vida saudáveis, enquanto alimentos com pontuações negativas estão associados a resultados de saúde que podem ser prejudiciais para a saúde humana.

Avaliação será feita também no Brasil

A pesquisa também apresenta 18 indicadores ambientais, levando em conta uso de água e danos causados no processo de produção dos alimentos analisados, assim como maneiras de preparo e desperdício.

Dentre os alimentos que ficaram na zona verde, que são mais recomendados em uma dieta, estão principalmente os vegetais – incluindo oleaginosas, frutas, leguminosas, etc.

Já os alimentos que estão na zona vermelha, com maior impacto nutricional e ambiental, e que devem ser evitados ou reduzidos em uma dieta, são principalmente as carnes processadas. O estudo também cita maior impacto ambiental de carnes como a bovina, suína e de cordeiro.

“A urgência de mudanças na dieta para melhorar a saúde humana e o meio ambiente é clara”, avalia Olivier Jolliet, autor sênior do artigo e professor de ciências da saúde ambiental na Escola de Saúde Pública da Universidade de Michigan.

Os pesquisadores também estão trabalhando com parceiros na Suíça, Brasil e Singapura com a finalidade de desenvolver sistemas de avaliação semelhantes.

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