Segundo pesquisa da Universidade de Oxford, alimentação vegana pode significar economia

"Essas dietas podem ser melhores para o seu saldo bancário, bem como para a sua saúde e para o planeta"

Foto: iStock

De acordo com uma pesquisa da Universidade de Oxford divulgada ontem (11), em muitos países ter uma alimentação vegana pode significar até um terço a menos de gastos em comparação com uma dieta convencional, ou seja, com alimentos de origem animal.

O estudo destaca que pode ser bem mais barato ser vegano principalmente nos EUA, Reino Unido, Austrália e em toda a Europa Ocidental. A pesquisa comparou o custo de sete dietas em 150 países, com base nos preços dos alimentos do Programa de Comparação Internacional do Banco Mundial.

O pesquisador Marco Springmann, do Programa Oxford Martin sobre o Futuro da Alimentação, diz que é possível economizar bastante com uma dieta vegana, desde que as pessoas priorizem o que realmente importa.

“Quando cientistas como eu defendem uma alimentação saudável e ecológica, costuma-se dizer que estamos em nossas torres de marfim promovendo algo financeiramente fora do alcance da maioria das pessoas. Esse estudo mostra que é exatamente o oposto. Essas dietas podem ser melhores para o seu saldo bancário, bem como para a sua saúde e para o planeta.”

Tornando uma boa dieta à base de vegetais mais acessível 

Autor da série best-seller de livros de receitas “One Pound Meals”, Miguel Barclay, afirma não ter ficado surpreso com o resultado. “Definitivamente, concordo que deixar de consumir carne proporciona economia. Sem dúvida, as refeições veganas têm um custo mais baixo do que aquelas com carne.”

Para Springmann, é possível criar um cenário para que nos próximos dez anos dietas à base de vegetais saudáveis e sustentáveis sejam acessíveis em todos os lugares.

“Ter uma dieta saudável e sustentável é possível em qualquer lugar, mas requer vontade política. Qualquer um dos padrões alimentares saudáveis e sustentáveis que examinamos é uma opção melhor para a saúde, o meio ambiente e financeiramente, mas o apoio ao desenvolvimento e as políticas alimentares progressivas são necessários para torná-los acessíveis e desejáveis em todos os lugares.”

Saiba Mais

O estudo teve como foco alimentos integrais e não incluiu alternativas à carne altamente processadas ou consumo em restaurantes.

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