Senador é contra proibição da exportação de animais vivos

Zequinha Marinho (PSC-PA) rejeita as afirmações de que há maus-tratos na atividade

“Não podemos desconsiderar esse mercado sob alegações sem conhecimentos de causa, não têm nenhum fundamento”, disse (Foto: Agência Senado)

Na quarta-feira (29), o senador Zequinha Marinho (PSC-PA) declarou na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) que é contra a proibição da exportação de animais vivos defendida no Projeto de Lei 3093/2021.

Ele alegou que “isso pode prejudicar o segmento econômico” e ser ruim para o país e principalmente para o Pará e Maranhão, que são exportadores de gado vivo.

Sobre isso, é lembrado no projeto de lei que um acidente em Barcarena, no Pará, provocou a morte de cinco mil bois, resultando também em desastre ambiental em 2015.

“Não bastasse o prejuízo ambiental, o governo federal ainda teve que arcar com o custo, estimado em R$ 45 milhões, para remover o navio que afundou”, consta no PL, que surgiu a partir de uma sugestão por meio do Portal e-Cidadania.

“Há constatações de superlotação, o que inflige desgaste físico e dor aos animais, e práticas de crueldade no trato em embarcações, ferindo a dignidade dos animais.”

“Não podemos desconsiderar esse mercado…”

Marinho rejeitou as afirmações de que há maus-tratos na atividade, declarando que “produtores, transportes e comercializadores de animais vivos prezam pela qualidade de vida dos animais”.

Ele disse que com o fim dessas exportações o Brasil perderia uma “oportunidade” de garantir lucro por meio de negociações com países que preferem comprar animais vivos em vez da carne.

“Não podemos desconsiderar esse mercado sob alegações sem conhecimentos de causa, não têm nenhum fundamento”, disse.

No projeto de lei também é chamada atenção para o risco que a movimentação internacional de muitos animais pode gerar em relação ao surgimento ou disseminação de doenças.

“O controle sanitário é muito mais complexo e a segurança menor no caso de transporte de animais vivos. Considerando que os navios se movimentam em escala mundial em questão de dias, a exportação de animais vivos pode representar um risco para os rebanhos tanto do importador quanto para os do exportador.”

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