Ser vegano é uma forma honesta de respeito pelos animais

Quando se é vegano, o respeito nos impele à recusa em causar mal ou contribuir para que alguém cause mal aos animais

A definição mais simples e objetiva do veganismo é “respeito aos animais” (Foto: Laura Avila)

A definição mais simples e objetiva do veganismo é “respeito aos animais” – que implica em se opor às mais diferentes formas de exploração e violência de criaturas sencientes não humanas.

Quando se é vegano, o respeito essencialmente nos impele à recusa em causar mal ou contribuir para que alguém cause mal aos animais, até porque a exploração e a violência, que é parte da realidade diária de animais criados para consumo e/ou reduzidos a objetos e meios para um fim, são claras manifestações de ausência e/ou deturpação do respeito.

Sutilezas do condicionamento

O desrespeito nesse contexto também pode ser dado às sutilezas do condicionamento; como, por exemplo, quando vemos um animal criado com fins de consumo ou que tem sua criação condicionada à oferta de algum tipo de produto, mas que não nos parece em “estado de sofrimento ou privação”.

A humanidade perpetua essa equivocada e cultural consideração porque ainda reconhece a o desrespeito e a violência apenas a partir de formas explícitas de algum tipo ostensivo de violação. Não parecer ajuda na legitimação e continuidade de tantas ações prejudiciais que não deveríamos admitir.

Afinal, só o que foge aos níveis de exploração e violência que julgamos aceitáveis, em âmbito social e legal, são considerados, de maneira ostensória, como dignos de reprovação.

Vontades e conveniências prioritárias

Como se simplesmente condicionar a vida de um animal aos nossos interesses já não fosse uma expressão de desrespeito em que nossas vontades e conveniências são prioritárias.

Mesmo quando dizemos que não, mas legitimamos o uso de animais para algum fim ou nos apropriamos de algo que não foi biologicamente gerado para nós, agimos de forma desrespeitosa e invasiva em relação a outras espécies.

Imagine se o oposto ocorresse – no mínimo qualificaríamos quem se apropriou do que foi gerado por nós, ainda que houvesse suposta “ausência de violência”, tão propagada numa sociedade fortemente especista, como ladrão.

Acúmulo de desrespeitos

Tudo que consumimos que provém de animais, seja por meio direto da morte ou de algum tipo de exploração (que mais cedo ou mais tarde também normalmente culmina em abate) é um acúmulo de desrespeitos.

Há uma rejeição de base histórica e sociocultural em reconhecer isso porque subjugamos os animais há tanto tempo, e romantizamos as faces dessa violência que perpassa por níveis diversos, que, a partir da nossa própria dissimulação, nos sentimos bem confortáveis em tratá-los dessa forma.

Vivemos uma realidade de negação da essência do que não é humano e coisificado – em que criamos um cenário fantasioso em que os animais que exploramos deveriam nos agradecer por nossas ações – por “tratá-los da melhor forma possível”, segundo nossas crenças amparadas em inconsistências, até o momento em que julgamos que eles devem partir, ou seja, morrer, sob nosso comando ou vontade.

Melhor forma de manifestar respeito

É por isso que enquanto não estendermos nosso respeito aos animais, entendermos que não temos o direito de condicioná-los, explorá-los, matá-los ou mesmo nos apropriarmos do que é gerado por eles como parte do seu ciclo de vida, não como um produto ou bem para a humanidade se satisfazer ou lucrar, jamais poderemos dizer que os respeitamos.

E a melhor maneira de manifestar esse respeito é adotando o veganismo como filosofia de vida, ou seja, viver em oposição à ideia de que os animais existem para nos servir ou nos beneficiar.

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