Série fotográfica expõe barbárie do abate de porcos no mundo

A fotojornalista Jo-Anne McArthur passou um mês documentando a criação e matança precoce desses animais

Enviados para a sala de abate, alguns porcos grunhiam enquanto outros se mantinham mudos e imóveis. Outros tremiam (Fotos: Jo-Anne McArthur/We Animals)

Uma série fotográfica idealizada pela fotojornalista canadense Jo-Anne McArthur expõe a barbárie do abate de porcos no mundo. Como parte da realidade asiática do mercado de carne suína, ela publicou no site do projeto We Animals uma compilação de fotografias ambientadas nos matadouros da Tailândia e de Taiwan.

Jo-Anne passou um mês documentando a criação e matança precoce desses animais. “É muito raro que um fotojornalista seja calorosamente recebido em um matadouro e tenha acesso a tudo, mas isso foi o que aconteceu comigo a algumas horas de carro de Bangkok”, explica.

E acrescenta: “Eu não fui a primeira a ser recebida aqui. O dono da instalação acha importante que as pessoas vejam o processo de abate, e uma vez recebeu um grupo de estudantes de veterinária para passar uma manhã aqui também. Ele disse que muitos deles vomitaram.”

Nesse mesmo matadouro, a fotojornalista passou pelas celas de retenção, pista da morte, pelos locais onde os animais são desmembrados e também pela área de empacotamento – até o momento em que eles são acondicionados em partes no interior dos caminhões. Ou seja, ela testemunhou todo o processo de descaracterização de um ser senciente não humano para fins de consumo.

Pigs herded into small pens behind a Thai slaughterhouse.

Nas primeiras horas da manhã e da tarde, Jo-Anne viu os porcos chegando em pequenas gaiolas no interior de picapes. Na hora de descer, eram forçados a seguir adiante por meio de “unhas pontiagudas de ferro” e choques emitidos por bastões elétricos.

Atravessavam poças de água, sangue e sabão e então se dividiam novamente em pequenas celas de retenção. Alguns porcos trazidos no dia anterior dormiam em um pequeno espaço que impedia a movimentação:

“Com focinhos no ar, os recém-chegados cheiravam [o local] e se mexiam nervosamente enquanto observavam o ambiente. Como já vi muitas vezes em matadouros, os porcos em confinamento se estranham enquanto buscam espaço como forma de estabelecer uma hierarquia. E as lutas começavam logo depois que eram colocados dentro das gaiolas. Muitos porcos ficavam machucados, arranhados e ensanguentados.”

Enviados para a sala de abate, alguns porcos grunhiam enquanto outros se mantinham mudos e imóveis. Outros tremiam. Muitos tentavam escapar quando eram empurrados ou arrastados para o mesmo local onde o sangue dos outros escorrera há pouco tempo. “O medo é reconhecível na maioria das espécies e, com os porcos daqui, é inegavelmente perceptível.”

O proprietário do matadouro e os funcionários explicaram à fotojornalista que o atordoamento não é prática comum em pequenos e médios matadouros, mas somente nos grandes. “Nesta instalação, eles batiam na cabeça dos porcos antes de cortarem a garganta. Os porcos têm crânios muito grossos, por isso as pancadas são dolorosas e desorientadoras, mas raramente, ou nunca, eficazes em atordoá-los ou deixá-los inconscientes.”

Os porcos eram derrubados um a um e, em seguida, apunhalados com uma grande faca sob a mandíbula, que cortava para baixo até a região do esterno. “O som de porcos gritando, de jatos de água e o barulho pesado de metal e de correntes era aberrante, mas fiquei quieta e fotografei os funcionários, igualmente silenciosos em suas tarefas”, revela Jo-Anne McArthur.

O dono do matadouro fez questão de mostrar que ele possuía um dispositivo para auxiliar no abate dos porcos, mas o único funcionário treinado para utilizá-lo não sabia muito bem como operá-lo. “Ele estava pressionando-o contra os focinhos e olhos dos porcos. Quando perceberam que eu tinha tirado fotos o suficiente, eles colocaram o dispositivo de lado e continuaram batendo nos porcos contra o chão.”

Para ver mais fotos, clique aqui. 

8 COMENTÁRIOS

  1. Visitei o interior de mato grosso três vezes ao ano de abril de 2014 até Março deste ano e presenciei abates de porcos caipiras gordos .Apenas uma marretada na cabeça deixava os porcos inconcientes e depois vinha a degola e não vi barbaridade pois depois da marretada os bichos nem se mexiam.

  2. Infelizmente o ser humano é o mais cruel que habita a terra. Não tem plena consciência de que está maltratando os animais da terra mesmo que seja pra matar a fome.

  3. Bom dia. Amigo sou técnico em agropecuária em uma granja de suínos totalmente tecnificada e de bem estar animal. Isso que tem nas fotografias são é um absurdo . Meu estágio na granja mesmo consiste em dar de mamar para os recém nascidos . Então digo que a produção aqui respeita sim o bem estar dos animais bem como prezamos pela qualidade do produto . Grato

  4. Sou profissional em matar porco nem uso marreta ninguem prescisa segurar mato ele em pé com uma faca bem fina e pontuda ele nem grita. Matar porco com mareta é coisa de aprendiz recruta pessoas sem noção além disso acaba com a cabeça que é usado pra fazer morcilha se quiser ter umas aulas eu ensino me chama no wats(48)984190942 FERNANDO

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