Tereza Cristina afirma que crianças que consomem leite vegetal têm maior risco de subnutrição

A afirmação é feita por Tereza Cristina como justificativa para a proibição do uso da palavra leite e de outros termos para produtos de origem vegetal

Tereza Cristina demonstra grande rejeição à indústria de leites vegetais (Foto: Antônio Araújo/Mapa)

Em defesa do Projeto de Lei 10556/2018, a atual ministra da Agricultura, Tereza Cristina, alega que “crianças com até um ano que são alimentadas com ‘leite’ vegetal, leite não oriundo de vaca ou fórmulas infantis, como alternativa ao leite materno, têm maior risco de ficarem subnutridas, sofrendo desordens metabólicas”.

A afirmação é feita por Tereza Cristina como justificativa para a proibição do uso da palavra leite e de outros termos para produtos de origem vegetal. Sua proposta atualmente aguarda avaliação na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara.

A ministra também sustenta que, segundo um estudo denunciado pelo Huffington Post como tendo sido financiado pela indústria leiteira, para cada copo consumido diariamente de bebidas de origem vegetal, em substituição ao leite de vaca, crianças com idade de 2 a 7 anos tendem a ser mais baixas que a média correspondente de sua idade.

Tereza Cristina cita como referência o pesquisador Jonathon Maguire, que, segundo ela, declarou que “o leite de vaca é uma fonte fiável de proteínas e gorduras, dois nutrientes essenciais para assegurar um crescimento adequado na infância.”

Maguire teve sua pesquisa sobre supostos benefícios do leite financiada pela indústria leiteira, conforme artigo publicado pelo Huffington Post em 12 de junho de 2017.

Pesquisador diz que não precisamos de leite de vaca 

“Seres humanos não têm nenhuma necessidade de consumir leite de origem animal, uma evolutiva e recente adição à dieta”, destacou o pesquisador Walter Willett e o coautor David Ludwig, do Boston Children’s Hospital, no artigo “Three Daily Servings of Reduced-Fat Milk – An Evidence-Based Recommendation?”, publicado no jornal JAMA Pediatrics, que refuta a necessidade de seres humanos consumirem leite de animal de outra espécie e ainda aponta as consequências do excesso de laticínios.

Willett, que é médico e tem doutorado em saúde pública, é professor de nutrição e epidemiologia da Harvard T.H. Chan School of Public Health, professor de medicina da Harvard Medical School e chairman do Departamento de Nutrição da Universidade Harvard. Por suas contribuições à área da nutrição, o jornal The Boston Globe o citou em 2013 como o nutricionista mais influente do mundo.

Enquanto no Brasil Tereza Cristina tenta combater a indústria de leites vegetais com objetivos pessoais, já que ela própria é agropecuarista e atende aos interesses do segmento, este ano o governo escocês decidiu reparar uma falha no Nursery Milk Scheme ao começar a custear leite vegetal para crianças veganas que frequentam berçários e creches. A conquista foi uma iniciativa da organização Vegan Society por meio da campanha Play Fair with Plant Milk.

Saiba Mais

Leites vegetais geralmente são fortificados como vitaminas e outros nutrientes.

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1 COMENTÁRIO

  1. Realmente há algumas décadas se pensava assim porém, felizmente, os tempos são outros, o Planeta ecologicamente antenado evolui e Médicos atualizados comprovam os benefícios da dieta Vegana para todas as idades, porque eles são veganos, falam do que entendem. O leite de vaca, para os bezerrinhos. O da girafa, para as girafinhas. E o leite humano (e seus derivados) para os bebês humanos. Faz sentido, né galera?

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