Proibição dos termos “carne” e “frango” para produtos à base de vegetais é aprovada no Texas

No Brasil, deputados como Nelson Barbudo, Jerônimo Goergen e Aline Sleutjes, assim como a ministra Tereza Cristina, defendem proibição semelhante

Deputado republicano Brad Buckley declarou que o objetivo é garantir “que o consumidor não tenha dúvidas sobre o que está comprando” (Foto: Impossible Foods/Divulgação)

No Texas, um projeto de lei (Bill 316) que proíbe o uso dos termos “carne” “bife” e “frango” para produtos à base de vegetais ou de origem não animal foi aprovado na segunda-feira (10).

O resultado foi comemorado por associações de produtores de carne bovina, suína e de frango do estado. A proibição também se estende à carne cultivada que ainda não começou a ser comercializada nos EUA.

O deputado republicano Brad Buckley declarou que o objetivo é garantir “que o consumidor não tenha dúvidas sobre o que está comprando”, segundo o The Hill.

Atualmente o mesmo argumento está sendo utilizado no Brasil por deputados como Nelson Barbudo (PSL-MT), Jerônimo Goergen (PP-RS), Aline Sleutjes (PSL-PR) e pela ministra Tereza Cristina, que já apresentaram projetos de lei e indicações contra o uso dos termos “carne” e “leite”, assim como outros termos associados envolvendo produtos de origem não animal.

Os quatro já alegaram que “tal associação pode induzir o consumidor ao engano”, ainda que esses produtos tragam no rótulo informações claras sobre suas composições e sejam procurados exatamente por pessoas que buscam opções de origem não animal.

Ou seja, tudo indica que o crescente interesse de políticos em coibir o uso de determinados termos na indústria alimentícia é uma reação à emergência de um mercado que oferece alternativas para quem busca uma experiência de consumo semelhante à de um produto de origem animal, mas sem sê-lo.

Outro ponto de consideração é que os três deputados e a ministra têm associação com o segmento agropecuário no Brasil, bastando analisar seus currículos, trajetórias e projetos de lei, assim como indicações e decisões tomadas em diversas comissões da Câmara.

Em síntese, há uma defesa dos próprios interesses ou dos interesses de uma minoria com grande poder econômico que representam, e que neste caso, por exemplo, não traz nenhum benefício à população – muito pelo contrário.

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1 COMENTÁRIO

  1. Tudo bem não associar estes termos referentes à matança com produtos da Natureza, carregados da energia e da positividade dela. Que se fartem do sangue e das vísceras dos animais aqueles que adoram isso com o nome específico de proteína animal que, nada mais é do que um sinônimo para carnificina.

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