Notícias

Três dias antes do abate, boi ganha novo lar na Escócia

Bullby está vivendo na fazenda do casal Kenny e Krissy Gray, nas imediações de Orban, onde compartilha uma rotina com vacas e ovelhas (Fotos: The Scotsman)

Em Oban, na Escócia, três dias antes de ser enviado para o abate, um boi livrou-se de ser reduzido a pedaços de carne.

Bullby, de pouco mais de um ano, não estava sendo criado para a indústria da carne, mas esse seria o seu destino se Charlotte Smith e Steven Khan não conseguissem um novo lar para o animal, segundo informações do The Scottsman.

O prazo para encontrar uma nova moradia para Bullby, ao terem de deixar a propriedade onde o animal vivia, terminaria nesta quarta-feira (19) em consequência da venda do imóvel.

Também seria hoje que a vida de Bullby chegaria ao fim precoce com sua ida para o matadouro. No entanto, o abate do boi foi evitado após sua história alcançar 2,5 milhões de pessoas nas redes sociais após um apelo de Charlotte.

“Ele é descornado, castrado, muito amigável. Seu nome é Bullby e nós pagaremos por suas despesas. Se alguém tiver alguma ideia para onde poderíamos levá-lo, agradeceríamos muito”, publicou Charlotte Smith em mensagem que teve mais de 29 mil compartilhamentos.

Uma vida com vacas e ovelhas

A repercussão garantiu milhares de mensagens e ofertas de um novo lar para Bullby, e não apenas na Escócia. Felizmente o jovem bovino teve a garantia de um novo lar mais perto do que Charlotte imaginava – em uma propriedade rural nos arredores do Castelo de Kilchurn, que também não é longe de onde Bullby morava.

Agora ele está vivendo na fazenda do casal Kenny e Krissy Gray, nas imediações de Orban, onde compartilha uma rotina com vacas e ovelhas. “Bullby está se juntando ao grupo”, comentou Krissy ao Scottsman.

“Eu disse a Charlotte que ela seria bem-vinda para trazê-lo até nós e que ela pode buscá-lo a qualquer momento.” Bullby está vivendo com a família Gray desde o domingo (16).

A princípio, ele manifestou um conflito de emoções – confiança e nervosismo, mas, segundo Krissy, já está se adaptando ao novo lar.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

1 semana ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

2 semanas ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

3 semanas ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

1 mês ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

1 mês ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

3 meses ago