Quem gostaria de ter um dardo penetrando o próprio cérebro?

Acredito que nem Hugo Heiss imaginaria como sua invenção seria tão naturalizada no futuro e considerada um "ato de humanidade para com os animais"

“Você gostaria de ter um dardo penetrando o seu cérebro? Reconheço que eu não” (Foto: Aitor Garmendia/Tras Los Muros)

Hoje, pensei no alemão Hugo Heiss, falecido há muito tempo. Ele é o criador da captive bolt pistol, a pistola de atordoamento usada para “insensibilizar” animais antes da morte no sistema industrial desde 1903.

Não pude deixar de considerar o pretenso diálogo: Qual foi a sua maior realização? “Bom, criei uma arma que dispara um dardo que penetra o crânio e o cérebro de um animal. No futuro, poderá ser uma aliada na morte de bilhões de animais por ano.”

Acredito que nem Hugo Heiss imaginaria como sua invenção seria tão naturalizada no futuro, e considerada, sob um estranho viés, um “ato de humanidade para com os animais”. Então eu te pergunto, quem gostaria de ter um dardo penetrando o próprio cérebro? Admito que eu não gostaria.

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