Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), pelo menos 155 países e territórios reconhecem que suas populações têm direito a um meio ambiente saudável, seja por meio da legislação nacional ou de acordos internacionais, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Porém, mesmo com o reconhecimento oficial, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 23% de todas as mortes estão ligadas a “riscos ambientais”.
Estatísticas como essa motivaram a ONU a aprovar recentemente uma resolução reafirmando as obrigações dos Estados de adotarem melhores ações em relação aos desafios ambientais.
Entre os exemplos citados pela Organização Mundial da Saúde, e que inviabilizam o direito ao meio ambiente saudável, está a crescente destruição de áreas naturais para fins econômicos, como ocorre com a agropecuária e outras atividades que colocam humanos em crescente contato com a vida selvagem.
Segundo a OMS, isso cria oportunidades para que patógenos se espalhem de animais silvestres para pessoas. Outro problema citado é que em consequência do desmatamento cerca de 15 mil espécies de plantas medicinais estão em risco de extinção.
Isso significa a perda de pelo menos um grande medicamento em potencial a cada dois anos. A organização também lembrou esta semana que a última década foi a mais quente da história humana, e que isso é um efeito esperado do impacto da mudança climática.
Hoje, temos mais incêndios florestais, mais enchentes e mais furacões como consequência do impacto ambiental – o que coloca em risco também a segurança alimentar e facilita a propagação de vírus ao impactar na sobrevivência dos micróbios.
Um artigo publicado pela Plataforma Intergovernamental de Política Científica sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos aponta que as pandemias serão mais frequentes se não mudarmos. Em consequência, se espalharão mais rapidamente, terão maior impacto econômico e matarão mais pessoas.
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