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Um milhão de espécies estão ameaçadas de extinção em consequência da ação humana

Desmatamento, exploração de recursos naturais, mudanças climáticas e poluição são os principais fatores que têm acelerado o desaparecimento de muitas espécies (Foto: National Geographic)

De acordo com a Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, um milhão de 8,7 milhões de espécies de animais e plantas do planeta estão ameaçadas de extinção em consequência da ação humana.

A conclusão é endossada por 145 cientistas de 50 países, que apontam que a taxa global de extinção de espécies já é “dezenas a centenas de vezes maior do que tem sido, em média, nos últimos 10 milhões de anos.”

O relatório do IPBES apresenta um prognóstico bastante preocupante sobre o futuro do planeta, já que à medida que a população humana cresce o consumo aumenta, favorecendo ainda mais a destruição do “mundo natural”.

Desmatamento, exploração de recursos naturais, mudanças climáticas e poluição são os principais fatores que têm acelerado o desaparecimento de muitas espécies, como um terço dos mamíferos marinhos e 44% dos recifes de corais. E agora estamos a caminho de promover a extinção de 40% dos anfíbios do planeta, segundo o IPBES.

“A saúde dos ecossistemas dos quais nós e todas as outras espécies dependemos está se deteriorando mais rapidamente do que nunca”, disse Robert Watson, presidente do IPBES, acrescentando que “a mudança transformadora” é necessária para salvar o planeta.

O relatório é divulgado seis meses após o Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudanças Climáticas (IPCC) ter alertado que o mundo tem menos de 12 anos para evitar níveis catastróficos de aquecimento global.

Seja por meio de ações que favoreçam as mudanças climáticas ou de outros fatores, os seres humanos já afetaram 75% das terras do planeta e 55% dos ecossistemas marinhos desde os tempos que precedem a Revolução Industrial, conforme relatório do IPBES.

A pesquisa observa que a população mundial mais que dobrou, de 3,7 para 7,6 bilhões, nos últimos 50 anos, e o produto interno bruto por pessoa é quatro vezes maior. E mais de um terço da terra do mundo e 75% dos suprimentos de água doce são usados ​​para a produção agropecuária.

Em síntese, o histórico relatório apresenta um cenário sombrio sobre o futuro da humanidade. “Devemos agir agora para evitar um futuro terrível”, alertam os pesquisadores.

David Arioch

Jornalista e especialista em jornalismo cultural, histórico e literário (MTB: 10612/PR)

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