De acordo com informações da Associação Nacional de Varejo da Austrália, o uso de sacolas de plástico no país caiu 80% em três meses, depois que grandes redes varejistas decidiram parar de oferecer sacolas de plástico.
Embora tenha havido um pouco de resistência por parte de uma parcela dos consumidores, a adaptação não tem sido considerada difícil. Alguns varejistas registraram redução de até 90% do uso de sacolas plásticas.
A iniciativa das grandes redes, antes responsáveis pela maior demanda e oferta de sacolas de plástico no país, segundo a associação, tem estimulado empresas menores a trilhem esse caminho em benefício do meio ambiente.
Recentemente a organização de conservação da vida marinha Sea Shepherd criou uma campanha mostrando que um simples saco plástico, que parece inofensivo aos nossos olhos, pode representar o sofrimento extremo e até a morte de milhares de animais que habitam os oceanos.
A campanha diz que “o plástico que você usa uma vez tortura o oceano para sempre”. No novo trabalho de conscientização e sensibilização da Sea Shepherd, animais marinhos como focas e tartarugas são apresentados em situações de agonia e impotência ao entrarem em contato com elementos plásticos comuns no cotidiano e descartados sem os devidos cuidados.
No mês passado, o Projeto de Lei do Senado (PLS 263/2018), que prevê proibição do uso de canudos e sacolas plásticas em todo o Brasil, além de microplásticos em cosméticos, foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente (CMA).
O PL é resultado de uma sugestão legislativa feita no portal e-Cidadania, e contou com 20 mil apoiadores. Segundo matéria do PL, ficam proibidas a fabricação, importação, distribuição e venda de sacolas plásticas para guardar e transportar mercadorias.
A proibição se estende a utensílios plásticos descartáveis para consumo de alimentos e bebidas – como é o caso dos canudos. A exceção é para as sacolas e utensílios descartáveis feitos com material integralmente biodegradável.
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