Vegana há quase 40 anos, a atleta holandesa Weia Reinboud, de 71 anos, tem uma trajetória esportiva marcada por 40 recordes em modalidades como salto em altura, heptatlo e lançamento de dardo. Do total, 23 são recordes mundiais.
O mais recente foi garantido já na categoria acima de 70 anos, em que saltou 1,33 metro, segundo o Great Vegan Athletes. Em 2012, Weia obteve o recorde mundial na categoria com a marca de 1,46 metro. Além disso, este ano, bateu o recorde holandês em lançamento de dardo na sua categoria. Ainda assim, ela não está interessada em deixar o atletismo em breve.
Ao Viva La Vegan!, a atleta holandesa revelou que foi no início de 1982 que descobriu que a produção de leite também envolve abate de animais. Por isso, decidiu não consumir mais laticínios, que ela acreditava que fossem produzidos de forma pacífica.
“Aprendemos que, para ter produtos lácteos o abate é necessário [em referência ao descarte dos bezerros machos, considerados ‘um colateral’ da indústria leiteira]. O artigo sobre isso conclui que é necessário comer carne, mas concluímos o contrário”, explicou e acrescentou que a melhor forma de evitar contribuir com esse sistema é não consumindo leite nem derivados.
Mais tarde, Weia Reinboud também abdicou de outros produtos de origem animal, tornando-se vegana em setembro de 1982.
“Na época, não sabíamos que se chamava veganismo e que havia outros fazendo as mesmas escolhas. Logo aprendemos a conhecer alguns deles, havia apenas cerca de trinta [veganos] naquela época em nosso país.”
Os recordes de Weia Reinboud tornaram-se comuns quando ela começou a competir na categoria W50 (para mulheres com mais de 50 anos). Hoje, a atleta ainda mantém recordes nas categorias de 60, 65 e 70 no salto em altura e no heptatlo feminino.
“O veganismo é uma daquelas escolhas que você faz e nunca se arrepende. Quando você vê vacas em um pasto com úberes enormes, você pode dizer ‘desculpe, meninas, eu não sou a causa’. Além de ter outras vantagens, você tem uma pegada ecológica muito menor”, declarou Weia.
E acrescentou: “Não vejo nenhuma desvantagem [em ser vegana]. Você se sente feliz por viver de acordo com suas próprias escolhas e, mais importante, são escolhas éticas. O consumidor convencional busca a felicidade no ato de consumir, mas o consumidor ético consome menos e encontra mais felicidade! Este é o caso de todas as escolhas éticas e o veganismo é a maior delas.”
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