Quase 2,5 milhões de australianos já cortaram a carne da alimentação

Recentes protestos também estão contribuindo para a abstenção do consumo de alimentos de origem animal

53,4% dos australianos estão consumindo menos carne (Foto: Reuters)

De acordo com um relatório divulgado este mês pela empresa de pesquisas Roy Morgan, quase 2,5 milhões de australianos já cortaram a carne da alimentação (incluindo ovolactovegetarianos, vegetarianos e veganos). Como a população australiana soma 24,6 milhões de pessoas, o número é considerado bem significativo.

Segundo a pesquisa, os recentes protestos de ativistas dos direitos animais em toda a Austrália chamaram a atenção para a questão de como o país trata seus animais. “Para muitos manifestantes, uma parte essencial da garantia de um melhor tratamento dos animais é praticar e promover o vegetarianismo – e a mensagem está chegando a um número crescente de australianos”, enfatiza.

De acordo com o relatório, são principalmente pessoas jovens, solteiras e com bom nível educacional que vivem no interior da Austrália que estão se abstendo do consumo de alimentos de origem animal. Uma pesquisa divulgada em agosto do ano passado pela Roy Morgan apontou que 2,1 milhões de pessoas na Austrália não consumiam carne.

Segundo outra pesquisa, do Google Trends, também divulgada no ano passado, os australianos hoje estão interessados em aprender sobre os princípios veganos, o que tem aumentado a rejeição a dietas como a keto e a paleo. Já em setembro de 2018, a Roy Morgan revelou que 53,4% dos australianos estão consumindo menos carne.

“Se as pessoas estão adotando uma dieta menos rica em carne por razões de saúde, ambientais ou de bem-estar animal, a verdade é que essa tendência parece continuar. Não só houve um aumento dos adeptos do vegetarianismo em toda a Austrália, mas quase 9,9 milhões de australianos adultos admitem que estão comendo menos carne”, informa.

Sydney, na Nova Gales do Sul, é a capital com maior proporção de habitantes que não consomem carne – são 14,4%, seguida por Hobart, na Tasmânia (13,3%), e Melbourne, em Victoria (12,7%).

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