Pode soar estranho o título, mas é verdade. Batatas, que são carboidratos, também se tornaram fontes de proteínas, e isso não é amparado na casualidade, mas em um relatório sobre o cada vez mais amplo mercado global de proteínas de origem vegetal.
A previsão é de que até 2026 o mercado de proteína de batata, que movimentou o equivalente a R$ 1,7 bilhão em 2018, deve registrar crescimento de pelo menos 45%, chegando a R$ 3,45 bilhões, segundo relatório publicado neste mês de agosto pela Allied Market Research (AMR).
Mas se esse mercado existe e está em crescimento, como os consumidores podem nunca ter ouvido falar a respeito? Porque trata-se de um segmento emergente de proteínas alternativas, que ainda enfrenta alguns obstáculos para crescer mais – como a redução nos custos de produção e uma aplicação mais comum na indústria de alimentos e bebidas.
No entanto, a realidade já está mudando e as pesquisas sobre o assunto convergem para a consideração de que extrair proteína de batata é um negócio rentável que até 2026 deve beneficiar principalmente o segmento de panificação e confeitaria – responsável por uma taxa de crescimento anual composta de 9,1% até 2026.
“Isso é atribuído à crescente tendência de produtos de panificação e confeitaria vegana e sem glúten no mundo todo”, sustenta o relatório da AMR, que qualifica a proteína de batata como um produto promissor no mercado de proteínas orgânicas.
Em junho de 2019, a Research and Markets publicou uma pesquisa apontando que o produto também tem atraído o interesse do mercado de bebidas esportivas e suplementos voltados ao controle de peso.
“As proteínas da carne fornecem os aminoácidos necessários ao corpo, mas estão associadas a alto nível de colesterol e outros problemas. Como resultado, as pessoas estão optando por fontes vegetais de proteína.”
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