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“Carne de cânhamo” é produzida na Nova Zelândia

“O cânhamo cultivado na Nova Zelândia e seu uso em produtos alimentícios é uma área de crescimento para nossas indústrias primárias” (Foto: Divulgação)

Na Nova Zelândia, duas empresas e um instituto firmaram uma parceria para produzir carne vegetal a partir do cânhamo.

“Temos uma abundância de cânhamo de alta qualidade, por isso nos associamos ao Riddet Institute para trabalhar em pesquisas básicas e no desenvolvimento de produtos de cânhamo”, informa a Greenfern Industries, que está investindo na nova alternativa à carne em parceria também com a Sustainable Foods, que já tem experiência no segmento de carnes vegetais.

A intenção também é fornecer ingredientes para quem visa utilizar o cânhamo na produção de alimentos à base de vegetais. E o foco não é apenas a Nova Zelândia, já que os produtos também serão voltados à exportação.

“O cânhamo cultivado na Nova Zelândia e seu uso em produtos alimentícios é uma área de crescimento para nossas indústrias primárias. O Instituto está concentrando esforços para ajudar os produtores a converterem suas safras em novos produtos alimentícios e de valor agregado para os mercados doméstico e internacional”, diz o professor e diretor do Riddet Institute, Harjinder Singh.

Crescente interesse por proteínas alternativas

A instituição é conhecida como um centro nacional de excelência em pesquisas científicas fundamentais para as novas estratégias de produção de alimentos na Nova Zelândia. Segundo Singh, o interesse por proteínas alternativas, principalmente substitutos de carne, está crescendo rapidamente. “Isso também aumenta nossa compreensão científica do cânhamo como fonte de alimento”, avalia o diretor do Riddet Institute.

Já a Sustainable Foods, parceira da iniciativa, é uma empresa de alimentos que detém a marca Craft Meat, que inclui alternativas vegetais à carne moída, búrgueres e salsichas, entre outros alimentos fornecidos tanto para o varejo quanto food servisse na Nova Zelândia.

“Todos os nossos produtos utilizam cânhamo, que é considerado uma das fontes alimentares mais completas do mundo do ponto de vista nutricional, aumentando o teor de proteína consumível total dos nossos produtos”, destacam Justin Lemmens e Kyran Rei.

E acrescentam: “Temos um forte alinhamento de sustentabilidade com a Greenfern e estamos entusiasmados com a parceria estratégica para desenvolver ainda mais produtos feitos e cultivados na Nova Zelândia para atender à crescente demanda mundial por alimentos à base de vegetais.” A previsão é de que os novos produtos estejam disponíveis no varejo no início de 2021.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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  • Não. A gente não precisa de carne vegetal porque já temos os vegetais in natura, nascidos da terra. Carne artificial, salsicha e hambúrgueres de mentira são para veganos ainda vacilantes, não assumidos de verdade, ainda com um pé no passado de sangue e visceras, que relutam em deixar. Carne de qualquer espécie lembra o sacrifício de inocentes e lembrar é sofrer de novo, não é legal. Já temos alimentos vegetais à beça no Planeta e cientistas fariam melhor utilizando-os como eles são, sem modificações desnecessárias e inúteis, porque abóboras, batatas, cenouras, beterrabas, tomates e beringelas são nomes bonitos demais da conta, sem nenhuma referência à crueldade, ainda que ela seja artificial, criada para quem precisa de uma carne de mentira, porque ainda não é vegano de verdade.

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