Produtos

Carnes vegetais da Fazenda Futuro chegam à Europa

Marcos Leta: “Produtos que representam a diminuição do desmatamento no Brasil, conservando os recursos naturais e reduzindo o sofrimento dos animais para nosso consumo” (Imagem: Divulgação)

Depois de anunciar que este mês a sua linguiça vegetal começa a chegar aos supermercados e restaurantes, a foodtech brasileira Fazenda Futuro, já conhecida pelo Futuro Burger e por suas versões de almôndegas e carne moída à base de vegetais, define como meta popularizar seus produtos no mercado europeu.

Produtos chegam à Europa este mês

Sob o nome Future Farm, a marca chega à Europa também em abril por meio do Future Food Group, sediado na Holanda, e que detém marcas como PLNT e FF Anders. Segundo a empresa brasileira, o grupo holandês será o distribuidor exclusivo da marca nos países da União Europeia.

O CEO, Marcos Leta, diz que é uma obrigação fazer da marca uma participante global no mercado de produtos à base de vegetais.

“Com a nossa marca, queremos estabelecer uma conexão real com o consumidor consciente, oferecendo produtos de qualidade com base em vegetais a um preço competitivo. Produtos que representam a diminuição do desmatamento no Brasil, conservando os recursos naturais e reduzindo o sofrimento dos animais para nosso consumo.”

Um olhar para o futuro

Anton Bal, da Future Food, justifica que embora o grupo holandês desenvolva os próprios produtos, eles estão abertos a outros produtores que, como eles, têm a sustentabilidade e um olhar para o futuro como principais valores.

A linguiça vegetal da Fazenda Futuro começou a ser desenvolvido em 2019 tendo como desafio imitar a linguiça de pernil, inclusive em relação à crocância. Esse resultado, que visa atrair também os consumidores de carne, foi conquistado ao transformar algas marinhas em revestimento para a carne vegetal, favorecendo o chamado “formato clássico” da linguiça.

Segundo a marca, a linguiça vegetal tem sabor delicado com toque de especiarias. “É perfeita para churrascos e sanduíches, sendo ainda mais leve que as versões animais e produzida sem transgênicos, corantes, realçadores de sabor ou aromas artificiais.”

O produto também é indicado para cobertura de pizzas, recheios de tortas, hot-dogs, massas, etc.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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