Como me tornei vegano ou vegetariano? – Parte V

O que será que motivou essa mudança? Há muitas formas de alguém repensar o consumo de animais

Daniella Carvalho, Mateus Kunze. Miguel Russo e Sílvia Ferreira (Fotos: Arquivo Pessoal)

Na série “Como me tornei vegano ou vegetariano?”, o VEGAZETA traz depoimentos de pessoas de várias regiões do Brasil, e também de fora do país, que se tornaram veganas, vegetarianas ou que abdicaram do consumo de carnes. O que será que motivou essa mudança? Uma experiência, uma história, um documentário, um filme, um artigo, um livro? Há muitas formas de alguém repensar o consumo de animais. Hoje, compartilhamos um pouquinho da história de transição de Daniella Carvalho, Mateus Kunze, Miguel Russo e Sílvia Ferrari.

Daniella Carvalho, do Rio de Janeiro (RJ):

“Parei de comer carne em 2006. Na época ainda não havia tanta informação disponível, mas sempre achei, ainda que intuitivamente, que era o certo a se fazer. Não houve uma motivação específica, a não ser uma crescente necessidade ética minha mesmo de parar essa engrenagem. Somente após parar de comer carne é que fui me informando mais profundamente sobre os benefícios paralelos do vegetarianismo, como os benefícios ao meio ambiente, à saúde e etc…”

Mateus Kunze Ribeiro, de Erechim (RS):

Sempre fui extremamente carnista, em algumas refeições chegava a consumir apenas carne mesmo, principalmente por ter nascido e me criado no interior do Rio Grande do Sul. Era daquelas pessoas que em sua ignorância ou mesmo comodidade acreditava amar os animais, mas apenas aqueles que me rodeavam e que ali estavam, visíveis, palpáveis. Foi há 10 anos que as coisas começaram a mudar na minha vida, pois minha namorada na época estava tentando ser vegetariana e começou a tentar me influenciar. Mas eu sempre dava as mesmas desculpas prontas, usando argumentos insensatos e egoístas para justificar o porquê de continuar me alimentando de outros seres vivos. Em 2009, essa menina me convenceu a assistir ao documentário ‘Terráqueos’. Sem poder me esconder em minha ignorância, a realidade estava ali, nua e crua, sendo vomitada na minha cara. Terminei de assistir com lágrimas nos olhos e a certeza de que a partir dali mudaria a forma como veria e faria as coisas. O namoro terminou, a menina voltou a comer carne, mas a minha consciência permaneceu a mesma. Continuei tentando sempre melhorar e ir além. Há cinco anos, comecei a namorar minha atual namorada, que por coincidência foi quem me apresentou há 15 anos a minha ex-namorada; que há 10 anos fez com que eu me tornasse ovolacto e que há cinco anos foi fundamental na minha escolha em ser vegano. Hoje fazemos comidas veganas, participamos de feiras e temos até um projetinho para incentivarmos outras pessoas a serem veganas também, mostrando que é fácil e saboroso se alimentar dessa maneira.”

Miguel Russo, de Vila Franca de Xira, Distrito de Lisboa (Portugal):

“Depois de ver ao documentário ‘Cowspiracy’, tornei-me gradualmente ovolactovegetariano. Anos depois, vi o ‘What the Health’ e tornei-me vegetariano estrito.”

Sílvia Ferrari, de São Paulo (SP):

“Eu era vegetariana há nove anos, quando me tornei vegana. Sem querer, vi um vídeo no Facebook sobre uma vaca na indústria leiteira (‘Você tem 30 segundos para Sara?’) Eu não queria ver, mas foi tão rápido e chocante que não consegui evitar. Poucos dias antes havia acontecido o acidente das porcas do Rodoanel e eu já estava fragilizada. Fiz um jejum de 24 horas e jurei nunca mais contribuir com a exploração animal.”

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