Uma pesquisa encomendada pelo Conselho Nacional da Indústria de Frango dos EUA aponta que os consumidores regulares de frango são mais receptivos às alternativas à carne do que aqueles que priorizam o consumo de carne bovina, suína e peixes.
O relatório informa que mais de 50% dos consumidores de carne de frango dizem ter interesse em proteínas não animais.
Entre os 780 entrevistados pela empresa de pesquisa IRI e Watt Global Media, a preocupação com o meio ambiente é a principal motivação para consumir proteínas de origem vegetal.
Fatores como não uso de antibióticos e hormônios também são um diferencial para os consumidores. “As vantagens das proteínas de origem vegetal estão na segurança, na facilidade de preparação e no aspecto limpo”, informa o relatório.
Além disso, 78% dos participantes disseram que sustentabilidade é um aspecto importante do consumo e 77% afirmam que estão abertos a mudanças no estilo de vida. Além disso, cinco a cada dez entrevistados declararam que a refeição ideal deve conter mais alimentos à base de vegetais.
Outra revelação da pesquisa é que enquanto 15% dos consumidores de carne dizem confiar mais nos tipos tradicionais de proteínas animais, o percentual daqueles que já consomem alternativas à carne e que confiam nesses produtos é de 55%.
Nos EUA, Canadá e em algumas partes da Europa, considerando o crescente interesse do consumidor por proteínas à base de vegetais, agricultores já produzem grãos com atenção especial a esse mercado – principalmente leguminosas. Isso tem estimulado um aumento na produção de vegetais como ervilhas, que hoje é uma das matérias-primas preferidas na produção de alternativas à carne.
No Brasil, mesmo com grande potencial, a ervilha ainda é pouco difundida, embora seu manejo seja considerado por quem está investindo na cultura como mais fácil do que o do feijão – dependendo da variedade – já que a ervilha registra menor incidência de doenças e pragas.
Vale frisar também que o setor global de alternativas à carne está criando novas demandas de emprego. Com uma promessa mais voltada à sustentabilidade, outra tendência é a consideração às políticas mais justas de relações de trabalho em relação à indústria frigorífica, onde além das não raras queixas de má remuneração, trabalhadores sobrevivem a partir de uma arriscada atividade baseada no abate de animais.
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