Covid-19: indústria da carne tem milhares de contaminados nos EUA

A Tyson Foods, maior empresa de processamento de carne do país, já conta com 4585 funcionários contaminados com coronavírus em seus frigoríficos

Número de funcionários da Tyson Foods mortos em decorrência da covid-19 sobe para 18 (Foto: Tyson Foods)

A Tyson Foods, maior empresa de processamento de carne dos EUA, já conta com 4585 funcionários contaminados com coronavírus em seus frigoríficos em 15 estados, De acordo com publicação desta semana do site de notícias Business Insider.

Além do número alarmante que inclui 18 mortes, a publicação informa que a empresa tem sido negligente em relação à responsabilidade sobre os casos de covid-19 – alegando que a contaminação é culpa dos próprios funcionários que não respeitaram as orientações de distanciamento implementadas em seus frigoríficos.

Em sua defesa, a Tyson Foods disse que tem adotado medidas como medir temperaturas, exigir uso de máscaras, instituir mais limpezas diárias e instalar divisores nas estações de trabalho.

Tyson Foods não tem pagado salário integral aos funcionários 

No entanto, segundo o Business Insider, a empresa se recusou a oferecer assistência completa para que os trabalhadores contaminados enfrentem este momento.

“Enquanto isso, os funcionários dizem que seus empregadores falharam em mantê-los seguros. Mesmo com as novas políticas de segurança, os gigantes da indústria da carne, como a Tyson, ainda não fornecem remuneração integral durante a licença médica.”

A publicação também acrescenta que até o final de abril a Tyson repassava apenas 60% do valor dos salários aos funcionários. “Em 29 de abril, a empresa informou que aumentou a cobertura de invalidez de curto prazo para 90% do salário regular até o final de junho.”

Um representante da Tyson disse ao Business Insider que a empresa aumentou o pagamento por invalidez de curto prazo como “maneira de incentivar os membros da equipe a ficarem em casa quando estão doentes”.

Nos EUA, progressistas têm argumentado que a falta de licença médica remunerada torna determinados grupos ainda mais vulneráveis, especialmente durante a pandemia de coronavírus.

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