Degradação florestal da Amazônia cresce 465% em um ano

Além disso, segundo o Imazon, desmatamento no bioma amazônico aumentou 29% entre agosto de 2019 e julho de 2020

“Entre os meses analisados, março foi o que registrou o maior aumento na devastação da Amazônia” (Foto: Ibama/Acervo)

De acordo com um levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), o desmatamento no bioma amazônico aumentou 29% entre agosto de 2019 e julho de 2020. Já a degradação florestal teve aumento de 465% no mesmo período.

“Entre os meses analisados, março foi o que registrou o maior aumento na devastação da Amazônia. No último mês de julho, foram derrubados 1.147 km² de área verde”, informa o Imazon, acrescentando que o Pará, que responde por 62% do desmatamento, foi o estado mais afetado, com seis cidades das dez mais impactadas pela perda de cobertura florestal.

“Ao todo, foram 2.909 km² de floresta derrubados apenas em território paraense. Em seguida, está o Amazonas, com 1.131 km², e o Mato Grosso, com 971 km² desmatados”, destaca. No Pará, só Altamira perdeu 540 km² de floresta.

“São Félix do Xingu, também no Pará, e Lábrea, no Amazonas, ocupam o segundo e o terceiro lugar da lista”, frisa o Imazon. Além do desflorestamento, o que também cresceu foi a degradação florestal, que equivale a 465% a mais em comparação com os 12 meses anteriores.

4.417 km² de áreas degradadas

“No total, foram detectados 4.417 km² de área degradada. Alguns exemplos de degradação são os incêndios florestais, que registraram recorde em agosto do ano passado”, revela o instituto.

E complementa: “Esses incêndios podem ser causados por queimadas controladas em áreas privadas para limpeza de pasto, por exemplo, mas que acabam atingindo a floresta e se alastrando. A extração seletiva de madeira para fins comerciais é outro exemplo de degradação.”

Clique aqui para ler o boletim completo do Imazon sobre a realidade amazônica.

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