Uma pesquisa concluída e divulgada no final de junho pela empresa de pesquisa MarketsandMarkets aponta um cenário promissor para o mercado global de alternativas aos laticínios.
Como consequência da demanda, a previsão para 2025 é de que o setor movimente cerca de R$ 196 bilhões em leites, queijos, iogurtes, sorvetes e cremes vegetais.
Entre as principais matérias-primas que devem favorecer esse crescimento estão soja, amêndoas, coco, aveia, arroz e cânhamo. “O iogurte é o segmento que mais cresce entre as alternativas aos laticínios”, frisa a pesquisa.
Em 2019, a Hexa Research divulgou que outro fator de diferenciação é que os iogurtes veganos lançados recentemente no mercado contam com 25% menos açúcar e ingredientes não transgênicos.
A Data Bridge Research já havia publicado que os iogurtes não lácteos têm condições de superar os iogurtes lácteos a partir de 2025, pelo menos na América do Norte. A DBMR considera em proporcionalidade a queda no consumo de laticínios e a procura por alternativas baseadas em vegetais.
O relatório da MarketsandMarkets aponta que cada vez mais chegam ao mercado produtos não lácteos livres de colesterol, enriquecidos com cálcio e vitamina D; e reforçando uma posição de produto mais saudável em comparação com as versões lácteas mais tradicionais – o que pode agradar de veganos a intolerantes à lactose.
Outra pesquisa, da Renub, sustenta que até 2026 esse mercado deve movimentar mais de R$ 204 bilhões. A realidade mostra hoje que se as empresas alimentícias não querem perder oportunidades, elas devem se adaptar a essa tendência.
Não é novidade que Estados Unidos, Canadá, Austrália, Inglaterra, Alemanha e alguns outros países europeus levam vantagem em relação à aceitação das alternativas ao leite se compararmos com nações em desenvolvimento como o Brasil.
O motivo? Custo das alternativas aos laticínios e poder de compra. Hoje esses produtos têm mais aceitação. Porém, esbarram em preço e acesso – já que suas versões industrializadas podem custar até o dobro no caso do leite de soja, por exemplo, que ainda é a opção mais acessível das alternativas vegetais.
Ou podem custar muito mais do que isso – chegando a ser quatro, cinco e seis vezes mais caro – caso do leite de coco ou de amêndoas – este costuma ter o custo mais elevado do mercado brasileiro hoje.
Mas é claro que se as opções estão cada vez mais disponíveis nos supermercados, e com mais marcas, significa que há um crescente público consumidor. Porém, se o objetivo é desbancar a indústria de laticínios, não se restringindo às classes A e B, ainda há um importante caminho a ser percorrido – de barateamento dos custos de produção, o que depende também de menor volatilidade na oferta de matérias-primas buscando melhor precificação.
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