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Grão-de-bico e lentilha podem se tornar mais acessíveis com o crescimento do mercado global de leguminosas

Há uma tendência global de um mercado mais promissor voltado às leguminosas (Foto: Shutterstock)

Estimulado pela demanda por alimentos vegetais, o mercado global de leguminosas deve valer US$ 21,6 bilhões até 2023, segundo projeção da empresa de pesquisa de mercado MarketandMarkets.

Países como o Canadá já tem experimentado um crescimento bem significativo depois que o governo anunciou mais subsídios para a produção de leguminosas e para o desenvolvimento de proteínas de origem vegetal.

No ano passado, o governo canadense criou um programa federal para destinar US$ 150 milhões às empresas de pequeno e médio porte que investem em produtos baseados em vegetais a partir de leguminosas.

O objetivo é reduzir a dependência do país em relação aos alimentos de origem animal. Além disso, esse valor foi apenas uma parcela de um fundo de 950 milhões de dólares voltados à inovação no setor de alimentos e manufatura.

Mas essa valorização não se limita ao Canadá. Há uma tendência global de um mercado mais promissor voltado às leguminosas, que têm ganhado mais importância no desenvolvimento de farináceos, amidos, fibras e proteínas isoladas, cada vez mais utilizados na produção de alimentos veganos e vegetarianos sem glúten.

E como consequência de novas demandas, há uma previsão de que nos próximos anos alimentos como grão-de-bico, lentilha, ervilha e variedades menos comercializadas de feijão se tornem mais acessíveis, o que pode também contribuir para desacelerar o consumo de carnes e outros alimentos de origem animal.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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