Guardas que protegiam gorilas são mortos na República Democrática do Congo

Seis guardas florestais do Parque Nacional de Virunga, no leste do país, foram mortos a tiros ontem (10)

“Um [sétimo] guarda também ficou gravemente ferido durante o ataque” (Fotos: Parque Nacional de Virunga)

Seis guardas florestais do Parque Nacional de Virunga, no leste da República Democrática do Congo (RDC), foram mortos a tiros ontem (10). Com idade entre 27 e 30 anos, eles foram surpreendidos em uma emboscada às 7h30 enquanto patrulhavam a pé uma área do parque denominada Kabuendo.

“Um [sétimo] guarda também ficou gravemente ferido durante o ataque. Nesse ínterim, ele foi evacuado para Goma e seus ferimentos não são mais tão graves”, informou o parque em seu site. 

O Virunga ficou conhecido no mundo todo nos últimos anos pela relação de respeito e proteção que seus guardas mantêm com os gorilas que vivem em uma área de 7,8 mil quilômetros quadrados.

“Esforços imensos para proteger o parque”

Lar de um quarto das espécies de gorilas ameaçadas de extinção no mundo, o Virunga, um Patrimônio Mundial da Unesco, é visado por grupos armados que brigam pelo controle das fronteiras ricas em minerais na República Democrática do Congo.

“As investigações preliminares indicam que os guardas foram apanhados de surpresa, sem possibilidade de defesa. A responsabilidade pelo ataque é atribuída a grupos Mai-Mai locais”, informa o parque.

E acrescenta: “Esses guardam faziam esforços imensos para proteger o parque e as comunidades vizinhas da tirania dos grupos armados. Seu sacrifício será lembrado para sempre.”

Os guardas do Parque Nacional do Virunga são agentes do Estado responsáveis ​​pela aplicação da lei. No entanto, eles não têm status militar e suas ações não se enquadram no direito dos conflitos armados.

1 COMENTÁRIO

  1. A impressão que se tem, do mundo, é que demônios estão vencendo os anjos e que nenhum super herói está imune aos efeitos malignos da criptonita. Mas pior do que isso, diante de tantas injustiças, quando pecados tripudiam, impunemente sobre os crimes, pecamos contra Deus, duvidando de Sua Justiça e de Sua Presenca.

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