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Investimentos em versões vegetais de peixes e frutos do mar quase dobram

Foto: New Wave

De acordo com um novo relatório divulgado pelo Good Food Institute, os investimentos globais em versões vegetais de peixes e frutos do mar quase dobraram em 2021 em comparação com 2020 – chegando a US$ 175 milhões.

Ou seja, o interesse dos investidores, que reconhecem o grande potencial de aumento da demanda por proteínas alternativas ao mesmo tempo em que veem oportunidades de aplicações mais sustentáveis, pode contribuir para reduzir o impacto humano na vida aquática.

Hoje a região da Ásia-Pacífico é que a detém o mais alto consumo de peixes do mundo. Por isso, cresce o número de startups e investidores interessados na oferta de alternativas livres do uso de animais e da exploração excessiva de recursos naturais não renováveis.

No mundo, atualmente cerca de 120 companhias estão investindo em proteínas alternativas que mimetizam peixes e frutos do mar.

O relatório do GFI também chama atenção para o aumento do cultivo sustentável de algas marinhas, microalgas e lentilhas aquáticas que têm grandes qualidades nutricionais e alta funcionalidade proteica.

Em 2021, uma pesquisa da Fact.MR apontou que atualmente os produtos mais comercializados como alternativas aos peixes são os búrgueres e filés, que respondem por mais de um terço desse mercado.

“Com o veganismo em ascensão, os peixes à base de vegetais têm garantido ganhos substanciais nos últimos anos. De 2016 a 2020, o mercado já estava experimentando um crescimento impressionante de dois dígitos e espera-se que cresça muito mais nos próximos anos”, frisa a pesquisa.

“Aumento das preocupações ambientais, rápido esgotamento dos estoques globais de peixes e problemas de saúde associados ao consumo excessivo de carne provaram ser os principais aceleradores desse mercado.”

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David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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