IPCC divulga novo relatório sobre mudanças climáticas

Estudo está sendo analisado ao longo desta semana durante a 51ª sessão do Painel, realizada no Principado de Mônaco

As vulnerabilidades e as capacidades de adaptação também serão avaliadas, assim como opções para o desenvolvimento de caminhos de resiliência climática (Foto: Luis Valiente/Pixabay)

Na próxima quarta-feira (25), o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulga o Relatório Especial sobre Mudanças Climáticas, Oceanos e Criosfera. O estudo está sendo analisado ao longo desta semana durante a 51ª sessão do Painel, realizada no Principado de Mônaco.

Mais de 100 cientistas de 30 países estão avaliando os processos físicos e os impactos das mudanças climáticas nos ecossistemas de oceanos, regiões costeiras, polares e montanhosas e como as comunidades dependem deles. As vulnerabilidades e as capacidades de adaptação também serão avaliadas, assim como opções para o desenvolvimento de caminhos de resiliência climática.

De acordo com um estudo publicado recentemente na revista científica Nature Communications, o aquecimento atmosférico, associado às emissões de gases do efeito estufa, já reduziu geleiras da Ilha de Baffin, a maior do Canadá, às dimensões de 115 mil anos atrás. A conclusão é do cientista do clima da Universidade do Colorado, em Boulder, Simon Pendleton.

O derretimento foi tão severo que expôs fragmentos de plantas que não recebiam luz do sol há pelo menos 40 mil anos. Segundo o estudo, o planeta inteiro está passando por aquecimento desde a Segunda Revolução Industrial.

O que significa que o ser humano começou a liberar grandes quantidades de gases do efeito estufa na atmosfera ainda no século XIX – o que se intensificou ainda mais nas últimas décadas.

E como consequência, o impacto maior do aquecimento acaba sendo em regiões como o Ártico, já que as temperaturas atmosféricas do norte do planeta aumentam muito mais do que em qualquer outra parte do mundo.

Pendleton aponta que tanto as geleiras pequenas quanto às grandes estão derretendo mais rapidamente do que em qualquer outro período da história moderna humana.

Porém, o cientista destaca que não é possível dizer se isso já aconteceu em algum momento da história da humanidade – ou se houve até mesmo um aquecimento maior. No entanto, se aconteceu, provavelmente não está associado às ações humanas como agora.

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