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Maioria dos consumidores reconhece proteínas de origem vegetal como mais saudáveis

Foto: Mitch Mandel

Segundo uma pesquisa global divulgada neste mês de dezembro pela Kerry, companhia de ingredientes alimentícios que também atua no Brasil, a maioria dos consumidores reconhece as proteínas de origem vegetal como mais saudáveis.

Além disso, cita que nos últimos anos os consumidores têm se tornado mais receptivos às proteínas de origem não animal, o que tem relação também com maior associação de alimentos de origem vegetal com ganho em saúde enquanto as proteínas animais vêm ganhando mais associação com problemas de saúde.

Segundo a pesquisa da Kerry, em uma escala global, 61% dos consumidores já veem mais benefícios nas proteínas de origem vegetal. A Europa e a região da Ásia-Pacífico são apontadas como as que têm mais consumidores com essa percepção e interesse pelas proteínas não animais.

Na América do Sul, o interesse por proteínas animais ainda é 3% maior em relação ao interesse por proteínas vegetais. Na América do Norte, o percentual é mais elevado – 7%.

Maior interesse por proteínas não animais

Porém, a Kerry destaca que as mudanças estão ocorrendo e que o interesse dos consumidores por proteínas de origem não animal deve aumentar nos próximos anos.

A percepção positiva dos consumidores sobre as proteínas de origem vegetal tem relação com quatro fatores – sustentabilidade, melhor qualidade, maior oferta de nutrientes e mais ética.

A pesquisa da empresa irlandesa também frisa que recentemente identificou um aumento de 49% do uso de proteínas de origem vegetal em produtos alimentícios – o que também é resultado de novas demandas de consumo que surgiram com uma nova conscientização e adoção de novos hábitos alimentares.

A Kerry estima que até o final da década, o mercado de alimentos à base de vegetais crescerá a uma taxa seis vezes maior do que o de alimentos de origem animal, e impulsionado pela procura por mais opções de alternativas às carnes e aos laticínios.

 

 

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David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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