Mais de 100 mil golfinhos, pequenas baleias e botos são caçados por ano

Em muitas regiões, o abate de pequenos cetáceos evoluiu de capturas acidentais para a caça comercial

Ilhas Faroe, onde a caça às baleias é regulamentada e incentivada (Foto: Sea Shepherd)

De acordo com um estudo divulgado esta semana pela Animal Welfare Institute (AWI), mais de 100 mil golfinhos, pequenas baleias e botos são vítimas de caça todos os anos. Muitos desses animais são mortos para serem usados como iscas de pesca. E isso impacta sobre as populações de pequenos cetáceos. A AWI descobriu que há animais que são caçados e mortos inclusive com dinamite.

“Embora a caça de pequenos cetáceos para consumo humano tenha diminuído em muitas regiões, a matança desses animais para uso como isca de tubarões, atuns e outros animais tem aumentado nos últimos anos”, informa a organização. Para chegar ao número de 100 mil golfinhos, pequenas baleias e cetáceos, a AWI analisou mais de 300 pesquisas de campo, registros midiáticos e relatos de testemunhas oculares.

“Em muitas regiões, o abate de pequenos cetáceos evoluiu de capturas acidentais para a caça comercial, onde os animais são diretamente usados para garantir lucro. É chocante saber que muitos países têm leis para proteger essas espécies, mas a aplicação vai de fraca à inexistente. Isso permitiu que um mercado clandestino de carne e partes de pequenos cetáceos se desenvolvesse e florescesse”, diz DJ Schubert, biólogo de vida selvagem da AWI.

Embora quando se fale na matança de golfinhos as pessoas logo pensem no Japão e nas Ilhas Faroe, há países onde a caça aos pequenos cetáceos também é elevada. Segundo a bióloga da ONG Pro Wildlife, Sandra Altherr, Peru, Nigéria e Madagascar estão hoje entre os países mais perigosos para esses animais.

“As caçadas aos golfinhos são incrivelmente cruéis, com animais mortos usando métodos rudimentares, incluindo arpões, facas, facões, redes, lanças e até dinamite. A morte não vem rapidamente ou sem dor”, informa Nicola Hodgins, da organização Whale and Dolphins Conservation (WDC), do Reino Unido. No dia 10 de setembro, medidas a serem tomadas para proteger os pequenos cetáceos vão ser discutidas na International Whaling Comission, em Florianópolis.

 

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