Mais de 105 mil espécies de animais são classificadas como ameaçadas de extinção

A caça, a pesca e outras atividades humanas são apontadas como as principais causas do desaparecimento de tantos animais

“Devemos despertar para o fato de que conservar a diversidade da natureza é de nosso interesse e é absolutamente fundamental para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” (Fotos: IUCN)

Mais nove mil espécies de animais foram incluídas na mais recente atualização da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. Com isso, sobe para 105.732 o número de espécies de animais ameaçadas de extinção no mundo todo, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

“Devemos despertar para o fato de que conservar a diversidade da natureza é de nosso interesse e é absolutamente fundamental para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Os Estados, as empresas e a sociedade civil devem agir com urgência para deter a superexploração da natureza e devem respeitar e apoiar as comunidades locais e os povos indígenas no fortalecimento de meios de subsistência sustentáveis”, destaca a diretora geral da IUCN, Grethel Aguilar, em comunicado oficial.

A caça, a pesca e outras atividades humanas são apontadas como as principais causas do desaparecimento de tantos animais, incluindo primatas e peixes de água doce.  “Com mais de 100 mil espécies agora avaliadas pela Lista Vermelha da IUCN, esta atualização mostra claramente o quanto os seres humanos ao redor do mundo estão superexplorando a vida selvagem”, disse lamenta Grethel.

A atualização também confirma as recentes descobertas da Avaliação Global de Biodiversidade da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), que havia alertado anteriormente que a natureza está sofrendo declínio a uma taxa sem precedentes na história da humanidade, segundo a diretora global do Grupo de Conservação da Biodiversidade da IUCN, Jane Smart.

“Tanto o comércio nacional como internacional estão impulsionando o declínio de espécies nos oceanos, em água doce e em terra. É necessária uma ação decisiva em escala para deter esse declínio”, enfatiza Jane.

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