Notícias

Mais uma pesquisa reforça futuro promissor das alternativas ao leite

Economias emergentes oferecem novas oportunidades de negócios no segmento global de alternativas aos laticínios (Foto: iStock)

Com a crescente demanda global por alternativas ao leite, a previsão para 2027 é de que esse mercado ultrapasse um valor de R$ 229 bilhões, segundo pesquisa divulgada ontem (7) pela Meticulous Research, que apresenta informações que convergem com outras pesquisas sobre o segmento e que divulgamos este ano na VEGAZETA.

O total inclui não apenas versões vegetais de leite, mas também de queijos, iogurtes, sorvetes e manteigas. Com uma taxa de crescimento anual composta de 11,2%, o segmento é um dos que mais cresce entre os produtos à base de vegetais.

“O crescimento desse mercado é atribuído principalmente ao aumento da incidência de intolerância à proteína de origem animal, benefícios nutricionais oferecidos por alimentos à base de vegetais, aumento da população vegana e investimentos de risco”, informa a empresa de pesquisa global de mercado.

Outro ponto destacado são as economias emergentes que oferecem novas oportunidades de negócios no segmento global de alternativas aos laticínios.  Em 2020, o destaque desse mercado foram os leites vegetais. No entanto, a pesquisa aponta que o maior crescimento entre as alternativas não lácteas nos próximos anos será dos iogurtes vegetais.

Maior aceitação e percepção dos produtos

Hoje não apenas a aceitação de produtos à base de soja, mas também de amêndoas tem despertado nos consumidores um novo olhar sobre as novas opções que estão surgindo, já que o consumo de um produto de origem não animal abre caminho para o interesse por outras alternativas à base de vegetais.

Em 2020, a maior aceitação desses produtos, assim como uma oferta mais diversificada, foi identificada na Europa.

“A posição de liderança da Europa é atribuída principalmente ao aumento da conscientização sobre uma dieta rica em proteínas de origem vegetal, saúde, maior crescimento da população vegana e vegetariana e maior adoção de avanços tecnológicos na indústria de alimentos e bebidas.”

A América do Norte também tem se destacado nesse segmento. Mas isso não significa que mercados de outras regiões não estão se desenvolvendo. Exemplo disso é que a pesquisa aponta um futuro promissor na América Latina. Também revela que há um grande número de pequenas empresas investindo em alternativas aos laticínios, e que para conquistarem maior projeção têm recorrido a parcerias e colaborações.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

1 semana ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

2 semanas ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

3 semanas ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

1 mês ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

2 meses ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

3 meses ago