
Muitas pessoas compram e usam sabonetes e outros produtos de higiene pessoal que são baseados em ingredientes de origem animal. Exemplo comum é o uso de gordura bovina, caprina e suína como matéria-prima. Se higienizar com um produto que tem em sua composição ingredientes extraídos do corpo de um animal abatido, morto, é algo que deveria instigar reflexão sobre nossas relações de consumo.
A indústria investe massivamente em campanhas que apresentam os benefícios “inimagináveis” desses sabonetes. Por outro lado, nunca fala que o sebo extraído de bois e carneiros, assim como a banha de porco, os dois recolhidos como restolhos em frigoríficos, um barato subproduto, estão na composição de seus produtos.
O sebo ou a banha dão origem, por exemplo, ao seboato de sódio (sodium tallowate) e a um espessante chamado de ácido esteárico (stearic acid). O segundo também é desenvolvido a partir de matéria-prima vegetal, o que tem sido feito por muitas empresas que investem em produtos mais ecológicos e livres de exploração animal.
Há também fabricantes que vão muito além, e produzem sabonetes com banha de tartaruga, incentivando a perseguição e o assassinato desses animais como matéria-prima ao prometer ao consumidor o rejuvenescimento e a diminuição das rugas, algo impossível de se alcançar com o uso de um sabonete.
Porém isso não aconteceria se a indústria de produtos cosméticos ou de higiene pessoal não usasse banha de outros animais como bovinos, caprinos e suínos. Quero dizer, um mercado abre precedente para outro que ilude o consumidor com uma suposta proposta “diferenciada”, já que se trata de um animal menos comum do que os outros mais comumente explorados nesse mercado.
Se é possível se higienizar com um sabonete de base vegetal, inclusive mais agradável aos sentidos, e que contém menos aditivos químicos e pode ser até mesmo mais barato, por que comprar um produto que em sua composição traz banha ou sebo retirado do cadáver de um animal?
9 respostas
Você poderia citar as marcas de sabonetes a base de gordura vegetal disponível no mercado?
Felipe, algumas opções que não usam: Davene – Leite de Aveia e Base Vegetal, Piatan Natural, Viventium, Trópica Botânica, Orgânico Natural, Nesti Dante, Fefa Pimenta, Daqui di Casa Ateliê, Amana Alquimia, Unevie, Orgânica, Weleda, Bhava Cosméticos – Sabonete de Coco, Arte dos Aromas, Jaci Cosméticos, Schraiber – Chá Verde e Óleo de Oliva, Vyvedas, Feito Brasil, Boutique do Corpo, Ekonativo Cosméticos, Flor de Sal Naturais, Magia Bothânica, Gaia Orgânica, Origens Fitocosméticos, Lola, Ares do Mato, Baunilha Hais, Cruda, Sapindus, Fina Flor da Terra, Sementes da Terra…
Como saber se o sabonete é de origem animal?
Phebo?
Porém, os produtos de higiene pessoal de origem vegetal utilizam gordura de Palma que tem efeitos no sistema reprodutor. Francamente troca-se 6 por meia dúzia no quesito males em geral.
Nada é 100% saudável, mas se escolhe o melhor q se pode
Para quem possa interessar, fabrico produtos naturais e vegano para a área pet ( produtos 100% vegetal)
Então me desculpe a observação as plantas também estão sendo ameaçadas por exploração comercial e as gordura animais têm um alto potencial e ainda substitui todas as gorduras vegetais que são extraídas só para cosméticos e de animais são desprezadas e ainda causa impacto ambiental e sou a favor sim de usar gorduras animais e ainda porque trás resultados maravilhosos à pele .
Só consigo pensar em uma coisa, se o animal já foi abatido e sua carne está sendo comercializada, porque não aproveitar o máximo que pudermos daquela vida que foi interrompida? Usarmos a pele, banha, tudo o que pudermos aproveitar e deixarmos de usar coisas que nós faz mal e degradam ainda mais o meio ambiente.
Bora fazer sabão com os sebos que provém do boi/vaca, porco.