Não está tudo bem em matar e consumir animais

O porco que passa horas com o olhar disperso sem mudar de posição em uma fazenda (Foto: EOA)

Há animais que já não reagem diante da morte, como o boi que “aceita” a violência do dardo da pistola pneumática em seu cérebro sem tentar escapar da caixa, o porco que passa horas com o olhar disperso sem mudar de posição em um pequeno espaço de confinamento em uma fazenda e o frango que deixa de bater as asas durante a viagem ao matadouro dentro de uma gaiola de plástico.

Bom, nenhum desses são exemplos de que está tudo bem em matar e consumir animais, mas sim de que aproveitamos de suas vulnerabilidades para fazermos o que quisermos com eles. Como somos mais inteligentes, usamos isso a nosso favor, mesmo que em ações notoriamente imorais se partimos da perspectiva de que, mais cedo ou mais tarde, obliteramos a vida de quem não quer morrer, assim que o seu “propósito” de proporcionar lucro for cumprido.

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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