Novo estudo associa consumo de alimentos de origem animal com maior risco de câncer de mama

Estudo que analisou potencial inflamatório dos alimentos é baseado em dados de mais de 318 mil mulheres

As mulheres que tiveram uma pontuação mais alta em relação ao consumo de alimentos inflamatórios comiam carne e derivados com mais frequência e em maior quantidade (Fotos: iStock)

Um estudo disponibilizado neste mês de junho na revista Current Developments in Nutrition, da Editora da Universidade de Oxford, associa o consumo de alimentos de origem animal com um maior risco de câncer de mama.

Realizado por pesquisadores espanhóis e com a colaboração da Organização Mundial de Saúde (OMS), o estudo analisou dados de mais de 318 mil mulheres coletados durante 14 anos, incluindo informações sobre os alimentos que consumiam e com qual frequência. A finalidade era avaliar o potencial inflamatório da dieta das participantes com base na ingestão de 27 alimentos.

As mulheres que tiveram uma pontuação mais alta em relação ao consumo de alimentos inflamatórios, aumentando em 12% as chances de desenvolver câncer de mama, comiam carne e derivados com frequência, e principalmente carne vermelha e processada, assim como laticínios e produtos açucarados.

É importante não ser negligente 

Além disso, consumiam poucos alimentos anti-inflamatórios, como leguminosas, frutas, sucos naturais e outros vegetais, segundo a principal autora do estudo, a pesquisadora Carlota Castro-Espin, do Instituto Catalão de Oncologia.

O estudo também concluiu que o risco é mais prevalente entre as mulheres na pré-menopausa ou aquelas que ainda não chegaram à menopausa. No entanto, a pesquisa também destaca que a inflamação não deve ser vista como algo sempre ruim, já que é uma resposta imunológica do organismo na busca por equilíbrio.

Porém, torna-se problemática quando a inflamação se intensifica e passa a ser uma constante, porque favorece o surgimento de doenças mortais, incluindo o câncer. A recomendação, com base no estudo, é não ser negligente em relação à importância do consumo regular e adequado de alimentos anti-inflamatórios, assim como fazer o possível para reduzir ou evitar aqueles que contribuem para favorecer regulares reações inflamatórias.

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