PL prevê proibição da pulverização aérea de agrotóxicos em todo o Brasil

Agrotóxicos atingem um raio de até 32 quilômetros da área alvo da pulverização

“Não podemos encarar com naturalidade o risco imposto pela forma de pulverização” (Foto: Getty)

Apresentado na quarta-feira na Câmara dos Deputados, uma proposta legislativa do deputado Felipe Carreras (PSB-PE) prevê a proibição da pulverização aérea de agrotóxicos em todo o Brasil.

O Projeto de Lei 4302/2019 se baseia em estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que aponta que a contaminação das águas, das terras, dos animais e dos trabalhadores por agrotóxicos é potencializada pela pulverização aérea que vai muito além do alvo de aplicação.

“Mesmo com condições adequadas à aplicação pela via aérea – tais como temperatura e vento – cerca de 32% do agrotóxico fica retido na planta, 49% escoa para a terra e 19% são dispersados para áreas fora da região de aplicação, atingindo um raio de até 32 quilômetros da área alvo da pulverização”, cita Carreras.

Em 2013, a chamada “deriva técnica”, que diz respeito ao alcance dos agrotóxicos, foi responsável pela contaminação de 92 pessoas, incluindo crianças, no entorno da Escola Municipal São José do Pontal, em Rio Verde (GO).

Já em novembro de 2018, cerca de cem pessoas de Espigão do Alto do Iguaçu (PR), a maioria crianças, foram atingidas pelo agrotóxicos paraquare, químico proibido na Europa desde 2007.

“Não podemos encarar com naturalidade o risco imposto pela forma de pulverização, sistematicamente temos comprovação cientifica dos malefícios ao ecossistema e principalmente pela maior concentração de agrotóxicos utilizados”, enfatiza Carreras.

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