O Instituto Gottlieb Duttweiler (GDI) estima que os suíços não comerão mais carne em 2050.
“Não temos escolha a não ser mudar para proteínas alternativas”, disse a pesquisadora e porta-voz Christine Schäfer em um comunicado do instituto, que é a mais antiga think tank da Suíça.
Segundo Christine, no futuro a carne será vista com estranhamento, como algo incomum.
A transição para uma dieta sem carne está crescendo na Suíça, onde um a cada cinco francos provenientes da venda de hambúrgueres, por exemplo, vem de produtos à base de vegetais, de acordo com o GDI.
Além disso, o consumo de carne no país está caindo a cada ano, e o que também tem facilitado a transição é o acesso dos consumidores às proteínas alternativas.
O Instituto Gottlieb Duttweiler (GDI) avalia que microorganismos como fungos, algas e bactérias terão papel determinante no futuro das proteínas, já que são à base do desenvolvimento de alternativas aos alimentos de origem animal a partir de fermentação, principalmente laticínios.
Vale lembrar que uma pesquisa de opinião encomendada pelo grupo suíço de defesa dos direitos animais Tier im Fokus revelou que 17% dos entrevistados na Suíça apoiam o fechamento de todos os matadouros.
Já um relatório do grupo de mídia Tages-Anzeiger apontou que três entre quatro entrevistados são contra a pecuária intensiva.
Uma organização em defesa dos direitos animais intitulada Sentience Politics também tem chamado atenção na Suíça. Em 2018, a entidade iniciou a campanha “No Factory Farming in Switzerland” para tornar ilegal a pecuária intensiva, exigindo a criação de uma emenda constitucional em oposição às fazendas industriais.
Citável também é uma pesquisa da organização Eco Experts que já elegeu a Suíça como o melhor país para vegetarianos da Europa. O estudo analisou 26 países europeus e comparou o número de restaurantes vegetarianos disponíveis, consumo anual de carne e preço do quilo da carne. Considerando esses fatores, a Suíça ficou em primeiro lugar, seguida pelo Reino Unido.
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