130 ativistas veganos impedem o abate de animais em um matadouro na Suíça

Ativistas da organização 269 Libération Animale ocuparam todo o espaço do “corredor da morte” (Fotos: 269 Libération Animale)

130 ativistas da Suíça, França e Bélgica, que fazem parte da organização 269 Libération Animale, impediram esta semana o abate de animais em um dos maiores matadouros da Suíça. Eles entraram no matadouro da empresa Bell por volta das 2h20 e ocuparam todo o espaço do “corredor da morte” – o último caminho trilhado pelo gado antes da execução.

Pela manhã, a empresa acabou enviando 70 funcionários para casa, por reconhecer que não poderiam dar continuidade às atividades normalmente. A polícia foi acionada e quando chegou ao matadouro encontrou dezenas de ativistas sentados e acorrentados. Para forçá-los a deixarem o local, alguns policiais intimidaram os manifestantes e usaram um cortador de correntes.

Os ativistas conseguiram resistir até as 20h de terça-feira. Segundo o boletim da polícia, a operação transcorreu normalmente, sem qualquer problema, embora alguns dos manifestantes tenham ficado levemente feridos. Por outro lado, a organização 269 Libération Animale emitiu um comunicado lamentando que os policiais cometeram excessos: “Tivemos torção de membros, policiais forçando seus corpos sobre os indivíduos no chão, além de estrangulamento e sufocamento. A polícia usou toda a sua bagagem de violência contra ativistas que estavam presos e impedidos de se defenderem.”

Apesar das reclamações contra a polícia, a organização comemorou o resultado da ação que atraiu atenção internacional para a questão da realidade dos animais criados para consumo: “Sem abate, sem vítimas, hoje em um dos maiores matadouros da Suíça, graças à ação direta e a corresistência”.

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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