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Agora é a vez da proteína de batata

Foto: Avebe/Solanic

Um mercado ainda em fase de desenvolvimento, mas com grande potencial, é o de proteína de batata. Isso é o que destaca uma pesquisa concluída e divulgada esta semana pela Global Market Insights.

Embora ainda não esteja no nível de comercialização das proteínas mais populares do mundo, o mercado de proteína de batata pode ultrapassar um valor global equivalente a mais de R$ 820 milhões até 2027.

Segundo a GMI, é uma consequência do aumento da demanda por alimentos proteicos de origem não animal. Com isso, a proteína de batata tem garantido uso cada vez mais crescente e diverso.

Além de suplemento alimentar, também é utilizada na nova geração de produtos alimentícios veganos, o que inclui alternativas à carne e aos laticínios, além de panificação, opções sem glúten, salgadinhos, sopas, doces e massas.

Mudanças de hábitos de consumo

“A inclinação do consumidor para uma dieta altamente nutritiva, junto a um melhor conhecimento sobre o nível mínimo de necessidade diária proteica, está favorecendo a expansão da indústria de proteína de batata”, destaca a pesquisa.

E acrescenta: “As crescentes preocupações ambientais exortam os consumidores de países com economias desenvolvidas a levarem em consideração a dieta vegana, apoiando assim o crescimento da indústria de ingredientes à base de vegetais.”

Atualmente a Europa é a região do mundo com maior potencial de desenvolvimento de proteína de batata, até pela disponibilidade de matéria-prima e maior facilidade de processamento, com uma previsão de taxa de crescimento anual composta de 4,5% até 2027.

“Além disso, a alta eficácia da proteína de batata no ganho de muscular resultou no aumento da demanda por parte de esportistas e frequentadores de academia”, conclui a pesquisa da Global Market Insights.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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