Para 70% dos canadenses de 18 a 34 anos, alternativas à carne vieram para ficar

Segundo a pesquisa, 95% dos canadenses já conhecem as alternativas à carne, mesmo que ainda não tenham consumido

Instituto Angus Reid aponta que jovens consumidores da área urbana têm procurado cada vez mais proteínas à base de plantas (Foto/Acervo: Toronto Star)

De acordo com uma recente pesquisa realizada pelo Instituto Angus Reid, os produtos à base de plantas têm se popularizado no Canadá principalmente em algumas faixas etárias. Para 70% dos canadenses com 18 a 34 anos, as alternativas à carne não são uma tendência passageira, e vieram para ficar.

Nessa faixa etária, 58% já consumiram ou consomem alternativas à carne. O Instituto Angus Reid aponta que jovens consumidores da área urbana têm procurado cada vez mais proteínas à base de plantas. Mesmo entre aqueles que ainda não consomem esses produtos, a popularidade também é evidente.

Segundo a pesquisa, 95% dos canadenses já conhecem as alternativas à carne, mesmo que ainda não tenham consumido. “Se essa tendência realmente tem poder de sustentação, o crescimento das alternativas baseadas em plantas prejudicará a indústria de carne do Canadá? Os canadenses são mais otimistas do que pessimistas sobre o que esse fenômeno significará para o país”, enfatiza o relatório.

Prova disso é que um a cada três entrevistados defende que o Canadá será beneficiado pelo aumento do consumo de leguminosas como ervilhas, lentilhas e feijões, que já se tornaram importantes ingredientes no desenvolvimento de alternativas à carne. Por outro lado, apenas um a cada cinco diz acreditar que a redução na demanda por carne prejudicará o Canadá.

Mercado de leguminosas deve valer US$ 21,6 bilhões até 2023

Estimulado pela demanda por alimentos vegetais, o mercado global de leguminosas deve valer US$ 21,6 bilhões até 2023, segundo projeção da empresa de pesquisa de mercado MarketandMarkets.

Países como o Canadá já tem experimentado um crescimento bem significativo depois que o governo anunciou mais subsídios para a produção de leguminosas e para o desenvolvimento de proteínas de origem vegetal.

No ano passado, o governo canadense criou um programa federal para destinar US$ 150 milhões às empresas de pequeno e médio porte que investem em produtos baseados em vegetais a partir de leguminosas.

O objetivo é reduzir a dependência do país em relação aos alimentos de origem animal. Além disso, esse valor foi apenas uma parcela de um fundo de 950 milhões de dólares voltados à inovação no setor de alimentos e manufatura.

Mas essa valorização não se limita ao Canadá. Há uma tendência global de um mercado mais promissor voltado às leguminosas, que têm ganhado mais importância no desenvolvimento de farináceos, amidos, fibras e proteínas isoladas, cada vez mais utilizados na produção de alimentos veganos e vegetarianos sem glúten.

E como consequência de novas demandas, há uma previsão de que nos próximos anos alimentos como grão-de-bico, lentilha, ervilha e variedades menos comercializadas de feijão se tornem mais acessíveis, o que pode também contribuir para desacelerar o consumo de carnes e outros alimentos de origem animal.

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