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Jovens de três países africanos querem mais proteínas vegetais

Foto: Kenya Kitchen Abroad

De acordo com uma pesquisa concluída em junho pelo Credence Institute, da África do Sul, e pela North Mountain Consulting Group, jovens do Quênia, Nigéria e Egito querem mais proteínas vegetais.

Segundo a pesquisa, nesses países os jovens são mais propensos a consumirem alternativas à carne. No Quênia e na Nigéria, quatro em cada cinco entrevistados da geração Z e millennial têm grande interesse nesses produtos em substituição aos alimentos de origem animal.

Já no Egito a proporção é de três a cada cinco. “As trajetórias de crescimento populacional global – e na África em particular – sugerem desafios iminentes de segurança alimentar. Nossa pesquisa explorou o potencial de adoção de proteínas alternativas no Quênia, Nigéria e Egito”, explica o cientista Dr. Keri Szejda, que lidera a pesquisa.

“Estima-se que o consumo de carne aumentará substancialmente em muitos países africanos nas próximas décadas, o que teria efeitos graves no bem-estar animal, segurança alimentar, saúde pública e meio ambiente”, frisa o pesquisador do Credence Institute, Moritz Stumpe.

“Nosso trabalho no Quênia, Nigéria e Egito descobriu que a carne à base de vegetais e outras proteínas alternativas podem ajudar a mitigar alguns desses efeitos, porque os consumidores estão interessados nesses produtos.”

Segundo os pesquisadores, os dados mostram como as famílias de renda média-baixa podem ser o público-alvo de um importante mercado emergente de maior oferta de proteínas alternativas nessas localidades.

O Quênia é destacado como o país que oferece a oportunidade mais promissora de adoção de carnes vegetais, com o maior número de consumidores limitando o consumo de carne.

De acordo com a pesquisa, a Nigéria oferece altas taxas de aceitação de proteínas vegetais em um país com alto consumo de carne. Embora as taxas de aceitação tenham sido comparativamente modestas no Egito em relação ao Quênia e à Nigéria, os resultados da pesquisa também são considerados promissores.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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