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Lançamento de alternativas à carne cresce 55%

(Foto: Getty)

O crescente número de pessoas que não consomem carne ou que estão reduzindo esse consumo tem estimulado transformações na indústria alimentícia.

Em resposta à demanda, o lançamento global de alternativas à carne cresceu 55% nos últimos cinco anos, de acordo com dados da Mintel, que não prevê desaceleração nos próximos anos.

A tendência é de que o mercado continue em expansão, já que todas as projeções indicam que haverá um interesse cada vez maior por esses produtos conforme mais consumidores deixem de comer carne.

A Mintel vê o mercado brasileiro como promissor e com potencial de ocupar posição de maior destaque no cenário global, considerando que em um período de quatro anos o país ampliou sua oferta de produtos à base de vegetais em 677%.

Vale lembrar também que há três anos o Brasil ficou em sexto lugar em uma lista global elaborada pela Mintel de países que mais têm investido nesse segmento. A posição foi dividida com Canadá, Austrália, Itália e Áustria.

Cenário mais favorável

No entanto, em 2018, o Brasil ainda contava com um número bem inferior ao atual de empresas investindo em alimentos à base de vegetais ou proteínas alternativas.

Isso significa que hoje o cenário é mais favorável, e também em decorrência da popularização do veganismo e de pessoas, por razões diversas, revendo seus hábitos alimentares.

O que também está mudando é que as empresas do ramo alimentício, mas principalmente as foodtechs, estão mais preocupadas em reavaliarem a aceitação de seus produtos e otimizá-los sempre que necessário, principalmente quando o objetivo é imitar a experiência do consumo de um produto de origem animal, mas sem utilizar nada proveniente de animais.

Isso significa que esse mercado tende a se especializar mais, continuar se aperfeiçoando e buscando formas de oferecer aos consumidores o que eles desejam. Afinal, são os fabricantes que devem se adaptar aos interesses e gostos do consumidor, não o oposto.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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