De acordo com um relatório publicado pela empresa de pesquisa de mercado Million Insights, o mercado global de alimentos veganos deve valer quase R$ 130 bilhões até 2025, com taxa de crescimento anual composta de pelo menos 9,6%.
Isso significa que quem tem interesse em investir nesse mercado o momento é alentador, principalmente em países onde, além do veganismo estar em crescimento, há cada vez mais pessoas interessadas em reduzir o consumo de alimentos de origem animal por motivos diversos – como preocupação com bem-estar animal, meio ambiente e saúde.
A pesquisa revela que substitutos de carne devem ter um papel mais importante nesse mercado que hoje tem o setor de alternativas aos laticínios como maior destaque, respondendo por até 50% das vendas.
A tendência é de que os produtos veganos ganhem mais espaço em hipermercados, assim como no comércio eletrônico, que se tornou uma tendência de maior visibilidade desde que a covid-19 motivou varejistas a encontrarem alternativa para comercializarem seus produtos.
Além disso, celebridades também têm contribuído ao motivarem seus fãs e seguidores a consumirem produtos veganos, segundo a Million Insights.
Em abril, uma pesquisa da Allied Market Research fez uma projeção ainda melhor ao apontar que o mercado de alimentos veganos deve valer o equivalente a mais de R$ 165 bilhões até 2026, com uma taxa de crescimento anual composta de 10,5%.
O relatório, que inclui o potencial brasileiro de consumo, diversificação e transição para produtos veganos, também destaca países como China e Índia como mercados que estão se abrindo cada vez mais para a produção e entrada de alimentos de origem não animal, e que devem contribuir de maneira substancial com esse crescimento.
Como até 2018 esse mercado valia o equivalente a R$ 74,8 bilhões, isso significa que o seu valor vai mais do que dobrar nos próximos seis anos, o que é um reflexo da mudança de hábitos dos consumidores em diversas partes do mundo.
Com esse potencial de maior movimentação, a expectativa é de um mercado mais competitivo, com mais disponibilidade e preços que atinjam camadas da sociedade que ainda não têm acesse a esses produtos, principalmente em regiões em desenvolvimento, como a América Latina.
Essa previsão vai ao encontro de um relatório concluído e divulgado em janeiro pela Markets and Markets, que prevê que só o mercado de proteínas de origem vegetal utilizadas em específica substituição à carne deve crescer mais de 100% até 2026.
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