De acordo com informações da CNBC, com base em dados da empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International, o setor global de carnes vegetais está fechando o ano de 2020 avaliado em um valor equivalente a mais de R$ 107 bilhões.
Já a previsão para 2024 é de mais de R$ 122 bilhões. Segundo analistas da Euromonitor, a demanda está em alta e deve continuar. No entanto, a indústria ainda tem obstáculos a superar em diversas partes do mundo.
“Isso inclui barreiras culturais, objeções de empresas de processamento de carne estabelecidas e o risco de um incidente que afete a confiança do consumidor”, informou a CNBC, acrescentando que as buscas pelo termo “carne vegetal” dispararam em 2019.
“Esse crescimento está sendo estimulado por preocupações que vão desde o bem-estar animal até a segurança alimentar e a pandemia de covid-19.”
No Brasil, onde o mercado de carnes vegetais também está atraindo cada vez mais visibilidade e, por consequência, há um número crescente de empresas investindo nesses produtos, nem todos veem esse segmento emergente com bons olhos.
Uma prova disso é que, mesmo com o aumento da demanda por alternativas à carne no país, desde 2019 o segmento começou a ser visto como ameaça por alguns políticos.
Dois exemplos são os deputados federais Nelson Barbudo (PSL-MT) e Jerônimo Goergen (PP-RS), autores de projetos de lei que visam proibir a associação do termo carne com produtos de origem não animal – como “carnes vegetais”.
Sem dúvida, isso é um indicativo de resistência ao surgimento de análogos de origem não animal, e que são voltados a consumidores que desejam reduzir ou abdicar do consumo de carne, ou que já não a consomem.
E a resistência no Brasil não diz respeito apenas a esse mercado. Este mês, o diretor técnico da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir), Igor Castro, disse que a entidade é contra o uso do termo leite para leites vegetais. A exceção seria o leite de coco.
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