Produtos

Consumo global de alimentos veganos cresce 26%

A empresa de pesquisa também revelou que em escala global há uma previsão de que 41% dos consumidores tendem a aumentar a ingestão de vegetais (Foto: Pixabay)

De acordo com uma pesquisa concluída neste mês de julho pela FMCG Gurus, o consumo de alimentos veganos cresceu 26% de abril pra cá, o que segundo o relatório é uma consequência também do impacto da pandemia de covid-19, já que os percentuais eram mais modestos até março de 2020.

Em abril, por exemplo, a FMCG Gurus apontou que houve aumento de 18%, e desde então vem em uma crescente. Entre os principais motivos para as novas escolhas alimentares dos consumidores estão a preocupação com a saúde e o meio ambiente.

“Em maio, 55% dos consumidores declararam que acreditam que os alimentos à base de vegetais são mais saudáveis. Isso destaca o desejo por melhores alternativas à medida que estão adotando uma abordagem holística da saúde para o futuro”, frisa a FMCG Gurus.

A empresa de pesquisa também revelou que em escala global há uma previsão de que 41% dos consumidores tendem a aumentar a ingestão de vegetais.

“Isso sugere que os consumidores estão adotando uma abordagem de retorno ao básico quando se trata de uma vida saudável, recorrendo a produtos naturais. Os consumidores considerarão essa uma maneira acessível e conveniente de aumentar a ingestão de ingredientes essenciais associados ao aumento da imunidade, como proteínas, ferro, vitamina C e vitamina D.”

Reformulação do mercado de carnes

Recentemente o Financial Times publicou que a crise provocada pela covid-19 está reformulando o mercado de carnes ao popularizar e aumentar as vendas de alternativas à base de vegetais principalmente nos EUA – o que ainda ocorre em um cenário crescente de desaceleração do consumo de carne e paralisação de matadouros em decorrência da disseminação do coronavírus.

O diretor executivo do Good Food Institute, Bruce Friedrich, observa que embora a carne à base de vegetais ainda represente uma pequena parte do mercado de proteínas, o produto tem crescido rapidamente em popularidade nos últimos anos – uma tendência que foi acelerada pela crise do coronavírus.

Segundo Friedrich, em relação à carne, os produtos à base de vegetais não sofrem muito com a crise porque o processo de produção é mais automatizado, demanda menos mão de obra e tem uma cadeia de suprimentos menos volátil.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

5 dias ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

2 semanas ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

3 semanas ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

4 semanas ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

1 mês ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

2 meses ago