Hamilton promove filme que expõe violência por trás da carne

"Por favor, assista isso. Precisamos encontrar compaixão em nossos corações para enxergar o que estamos fazendo neste mundo", diz o piloto da Fórmula 1

Hamilton está ajudando a promover o documentário “Hogwood: uma história moderna de terror”, produzido no Reino Unido pela organização Viva! (Foto: Instagram)

O piloto Lewis Hamilton está ajudando a promover o documentário “Hogwood: uma história moderna de terror”, produzido no Reino Unido pela organização Viva! e lançado ontem (25) no Google Play Filmes, Amazon Prime Video e Apple TV.

“Por favor, assista isso. Precisamos encontrar compaixão em nossos corações para enxergar o que estamos fazendo neste mundo”, diz Hamilton em campanha promocional do filme. 

Documentário é narrado por Jerome Flynn

O documentário narrado pelo ator Jerome Flynn, mais conhecido pelo papel de Bronn em Game of Thrones, expõe a crueldade na criação de porcos para consumo. O documentário tem como ponto de partida investigações envolvendo crueldade animal realizadas na Hogwood Pig Farm, uma grande fazenda de porcos sediada em Warwickshire, na região central da Inglaterra, que abastece grandes redes de supermercados.

Sobre a sua participação no documentário, Jerome Flynn declarou que é importante se posicionar contra a crueldade animal. “Os porcos da Hogwood não são apenas produtos à base de carne, são seres sensíveis e emocionalmente conscientes como nós, e eles merecem mais do que isso”, declarou o ator que não se alimenta de animais.

“São seres sensíveis e emocionalmente conscientes como nós, e eles merecem mais do que isso”, declarou o ator que não se alimenta de animais” (Imagens: Viva!/Divulgação)

“Vidas breves e brutais”

De acordo com Juliet, embora os britânicos acreditem que os animais criados para consumo no Reino Unido têm como garantia “os mais altos padrões de bem-estar do mundo”, isso não condiz com a realidade.

“Os porcos que vivem na fazenda da Hogwood têm vidas breves e brutais, onde são negados todos os seus comportamentos naturais. Infelizmente, essa fazenda é apenas uma dentre muitas, e é por isso que precisamos deste documentário”, justificou.

E acrescentou: “Documentários como este têm o poder de iniciar diálogos, mudar hábitos e criar mudanças reais. Foi por isso que ‘Hogwood: a modern horror story’ precisou ser feito. A história da Hogwood Farm já conquistou muitos corações e mentes; o próximo passo é levar nossa mensagem às massas: é hora de conectar os pontos entre agricultura industrial, destruição ambiental, abuso de animais e nossas mais urgentes crises globais de saúde.”

“É hora de conectar os pontos entre agricultura industrial, destruição ambiental, abuso de animais e nossas mais urgentes crises globais de saúde” (Imagem: Viva!/Divulgação)

Entenda a história envolvendo a Hogwood Farm

Em julho de 2018, a organização Viva! denunciou práticas de canibalismo em uma grande fazenda da Hogwood, em Oxhill, Warwickshire, que fornecia carne para a multinacional de origem britânica Tesco. As denúncias repercutiram bastante na imprensa britânica, mas não foram as primeiras envolvendo a Hogwood.

O nome da empresa começou a ser realmente associado à crueldade animal em 2017, quando surgiram as primeiras denúncias de canibalismo, baseadas no trabalho da organização Viva!. Considerando que não houve nenhuma atitude por parte da Hogwood e da Tesco, os investigadores retornaram ao local em julho de 2018 e descobriram que a situação persistia.

No vídeo registrado pela Viva! é possível ver um porco caído e três porcos com os focinhos manchados de sangue. “Meu estômago começou a embrulhar enquanto eu observava sua carne mordida até o osso. Eu estava mortificada”, disse uma das investigadoras.

Canibalismo por influência do ambiente

Segundo a fundadora e diretora da Viva!, Juliet Gellatley, o canibalismo não é um comportamento natural dos suínos, mas sim causado por um ambiente desolador. “Acredito que qualquer um com um coração e que veja o estado dos animais nas fazendas modernas de hoje desejaria que a agricultura industrial acabasse”, enfatizou.

O que preocupou mais ainda foi o fato de que a fazenda investigada mantinha cerca de 16 mil suínos em confinamento, vivendo em situação análoga a dos porcos que foram vistos praticando canibalismo. A Hogwood demorou para se manifestar sobre o assunto e, com a repercussão, a Tesco anunciou o rompimento do contrato com a empresa.

Vale lembrar que animais como suínos só praticam canibalismo em consequência de níveis constantes e excruciantes de privação, ansiedade e estresse, entre outros fatores que podem envolver ou não desconforto físico, emocional e psicológico.

Clique aqui e conheça outros documentários que denunciam a violência contra os animais nas nossas relações de consumo.

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