Nos primeiros sete meses de 2020, o mercado global de proteínas alternativas recebeu 80% mais investimentos do que em todo o ano de 2019, de acordo com informações do Good Food Institute (GFI).
Isso é um grande indicativo de como os investidores estão vendo cada vez mais com bons olhos o segmento de alternativas aos tradicionais alimentos de origem animal. E claro que isso se deve também ao crescimento da demanda.
O maior destaque são as empresas que estão investindo em alternativas a partir de processos de fermentação, que respondem por atração de investimentos 3,5 vezes superior ao das empresas de carne cultivada em laboratório.
Em 2019, o investimento global nas novas proteínas alternativas foi de mais de R$ 4,4 bilhões. Nos primeiros sete meses de 2020, o total ultrapassa R$ 8,19 bilhões. Só a empresa Perfect Day, que desenvolve alternativas aos laticínios a partir de novos processos de fermentação, arrecadou R$ 1,6 bilhão em 2020.
O GFI define o atual período como um “recorde de investimentos” em empresas de fermentação dedicadas a alternativas sustentáveis de alimentos. Esse segmento já é classificado como um terceiro pilar da indústria de proteínas alternativas – somando-se às proteínas de origem vegetal (como as carnes vegetais) e as carnes cultivadas.
“A fermentação – de microalgas e micoproteínas – pode ser usada para produzir biomassa de proteína, melhorar as proteínas vegetais e criar ingredientes funcionais para uma mudança de paradigma, como o heme da Impossible Foods. A tecnologia de fermentação está propiciando uma nova onda de carnes, ovos e laticínios saborosos, de alta qualidade, sustentáveis e produzidos com eficiência”, avalia o Good Food Institute.
Mesmo com a pandemia de coronavírus, o novo mercado global de proteínas a partir de fermentação já arrecadou R$ 2,37 bilhões em 2020. Outra empresa de grande relevância nesse mercado é a britânica Quorn, que começou a criar os primeiros alimentos proteicos a partir de fermentação em 1985.
Hoje, 35 anos depois, a Quorn já divide esse mercado global com 44 empresas de fermentação com foco em proteínas alternativas – quase metade sediadas nos EUA.
“Vinte e uma dessas 44 empresas foram lançadas em 2019. Isso representa um aumento de 91% em relação a 23 empresas em 2018”, destaca o GFI.
E acrescenta: “Até mesmo a JBS, a maior empresa de carnes do mundo, está aproveitando a fermentação de proteínas alternativas por meio de sua nova marca baseada principalmente em vegetais, a Planterra Foods.”
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Tudo o que for alternativa à matança de animais, tá bom demais da conta, não importa o que seja transformado em comida se não vier sujo de sangue e com a energia negativa da dor e da tortura. Pode ser cascas de árvores, algas, raízes, grãos, poeira de meteoro ou raios de sol materializados para serem degustados de bem com a vida, porque é humanamente insuportável saber que um inocente "precisa" morrer para virar almoço de um humano, nem sempre tão inocente e puro quanto quem morreu por causa dele, sem querer morrer.