Notícias

Produtos à base de ervilha amarela têm mais proteínas que a carne bovina

“Estamos trabalhando para buscar excelência de valor nutricional, sabor e textura, além de processo de distribuição e fabricação que contribuirá para a queda de preços” (Fotos: iStock/Vitor Rodrigues/100 Foods)

Desde 2019, a 100 Foods, de São Paulo (SP), tem desenvolvido alternativas aos alimentos de origem animal. De lá pra cá, já lançou no mercado maioneses, búrgueres e mini empanados, entre outros produtos.

Para atrair consumidores, a empresa optou por não ser negligente em relação à importância da proteína no desenvolvimento de alternativas à carne. E foi isso que a motivou também a priorizar o uso de ervilha amarela, que ainda garante textura equivalente à carne de origem animal.

“A proteína texturizada de ervilha amarela obtida após o processo de extrusão, que é a que usamos, oferece cerca de 24 gramas de proteína por 50 gramas de produto. Um bife fornece cerca de 13 gramas pela mesma quantidade”, diz Paulo Ibri, CEO da 100 Foods.

O gestor da foodtech no Brasil ressalta também que a proteína extraída da ervilha amarela tem 11 aminoácidos e quantidade de magnésio, ferro, zinco e cobre em quantidade diária recomendada para um indivíduo, além da vantagem de não causar reações alérgicas.

Mais do que uma opção para veganos e vegetarianos

Ibri avalia que alimentos à base de vegetais não serão apenas uma opção dos veganos e vegetarianos. Ele é da opinião de que esses produtos estarão presentes na mesa de indivíduos do mundo inteiro nos próximos anos devido a escassez da proteína animal pela falta de recursos naturais.

“A produção de carne animal praticamente não atende à demanda e a tendência é que isso se agrave com os anos, aumentando os preços e obviamente prejudicando ainda mais nosso ecossistema”, frisa o empresário.

“Por isso, simultaneamente, estamos trabalhando para buscar excelência de valor nutricional, sabor e textura, além de processo de distribuição e fabricação que contribuirá para a queda de preços.”

Paulo Ibri também revelou que a 100 Foods está expandindo seus pontos de vendas no Brasil e pretende, nos próximos anos, exportar seus produtos.

Paulo Ibri também revelou que a 100 Foods está expandindo seus pontos de vendas no Brasil e pretende, nos próximos anos, exportar seus produtos (Foto: 100 Foods/Divulgação)
David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

3 semanas ago

Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal?

Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal? Há…

1 mês ago

O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos?

O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos? Em 2024, o Brasil bateu…

1 mês ago

O consumo humano transforma animais em prisioneiros de seus próprios corpos

A prisão é o corpo: além do matadouro O consumo humano transforma animais em prisioneiros…

2 meses ago

Animais, pela ética do amor ou do cuidado?

Amor ou justiça: por que a ética do cuidado é mais eficaz A premissa de…

2 meses ago

Por que não é uma boa ideia usar o termo “feito de plantas”

Pode parecer coerente usar o termo “feito de plantas” em relação a alimentos ou pratos…

2 meses ago